PUBLICIDADE
VERSÃO IMPRESSA

Temer traça estratégias para 2018 em reunião com aliados

2017-12-04 01:30:00
NULL
NULL
[FOTO1]

O presidente Michel Temer começou a traçar ontem a estratégia política para unir o chamado "centro" nas eleições de 2018. Em almoço com ministros e dirigentes de partidos aliados, no Palácio da Alvorada, Temer iniciou negociações para organizar a candidatura à sua sucessão e disse que apoiará quem estiver disposto a defender seu "legado".


Até agora, líderes da coalizão governista trabalham com duas possibilidades: o respaldo à possível candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), ou do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao Palácio do Planalto. Há também os que defendem uma campanha de Temer à reeleição, dependendo do cenário.

[SAIBAMAIS]

Alckmin seria o preferido, mas, ao que tudo indica, o aval ao nome dele dependerá muito mais de suas atitudes daqui para a frente. O governo não quer que tucanos saiam da equipe como se fossem adversários de Temer e exige o apoio do PSDB à reforma da Previdência.


"Fizemos uma avaliação do quadro político com o objetivo de começar a definir os caminhos para 2018", afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, que participou da conversa no Alvorada, onde também estava o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "Se ontem o diálogo foi de silenciosos, hoje foi uma conversa de quem domina a língua portuguesa", completou o ministro, em uma referência à frase usada por ele, no dia anterior, para definir a falta de prosa entre Temer e Alckmin.


Na avaliação de Moreira, embora os partidos da coalizão já estejam se articulando para formar uma ampla frente em 2018, que vá além da "massa parlamentar" para garantir estabilidade ao governo, o momento ainda não é de ungir o candidato.


"A aliança para o ano que vem vai se dar em termos de compromissos e metas a serem alcançados do ponto de vista social, do ambiente de negócios e do esforço de equilíbrio fiscal para que haja cada vez mais investimentos e geração de empregos", argumentou o ministro. "Temos consciência de que, embora a situação econômica tenha melhorado muito, ainda precisa se consolidar."


O PMDB avalia se lançará candidatura própria ou apoiará algum concorrente da base aliada. "A ideia é construirmos um compromisso conjunto com esses pressupostos da estabilidade", insistiu Moreira. É nesse páreo que aparecem, por enquanto, Meirelles e Alckmin. Um protagonista muito importante - que pode atuar tanto como fiador quanto candidato em alguma chapa governista - é Rodrigo Maia. Nos bastidores, Maia tem feito movimentos na direção de Meirelles.

AE

 

Adriano Nogueira

TAGS