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Ministro pede demissão em dia de recuo do emprego

O levantamento do governo federal registrou em novembro o fechamento de 12.292 vagas de emprego formal, após uma sequência de sete meses de criação de postos. Queda coincide com vigência da reforma trabalhista

01:30 | 28/12/2017
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O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), pediu nesta quarta-feira, 27, demissão ao presidente Michel Temer para se candidatar na eleição de 2018. A saída ocorreu seis horas depois de ele participar do anúncio dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nogueira é deputado federal e deverá ser substituído pelo colega de Câmara Pedro Fernandes (PTB-MA).


O levantamento do governo registrou em novembro o fechamento de 12.292 vagas de emprego formal, após uma sequência de sete meses de criação de postos. De maio de 2016 - quando Nogueira assumiu o cargo - até o mês passado, o Brasil fechou 668 mil vagas formais (com registro em carteira de trabalho). O líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), negou que o resultado do Caged tenha influenciado na demissão do ministro.

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No Palácio do Planalto, a data do pedido de demissão causou surpresa. A expectativa era que Nogueira deixasse a Esplanada no início de abril, prazo de desincompatibilização do cargo de ministro para quem vai disputar a eleição.


A avaliação no governo era de que o demissionário tinha uma boa relação com o Planalto, era conciliador e manteve boa interlocução com sindicatos durante a reforma trabalhista, aprovada em julho deste ano.

[SAIBAMAIS]

A Secretaria de Comunicação da Presidência, em nota, informou que Nogueira pediu exoneração “por motivos pessoais”. “O presidente Michel Temer aceitou e agradeceu pelos bons serviços prestados”, afirmou o órgão do Planalto.


O ministro enviou uma carta a Temer, na qual afirmou que a reforma trabalhista “quebrou” 75 anos de “imobilismo”. Segundo ele, as medidas levaram a uma “ampla retomada da empregabilidade”.


Substituição


Para ocupar o posto de Nogueira, o PTB indicou Fernandes. A escolha foi apontada após reunião entre o presidente Michel Temer, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e Jovair.


O líder do PTB afirmou que a saída de Nogueira era algo já acordado com a bancada e a previsão inicial era de que ocorresse em outubro.

A bancada, porém, pediu que ele ficasse até este mês para que um nome de consenso fosse construído. “Está tudo dentro da regra, do jogo e sem nenhuma crise. Está tudo dentro da absoluta normalidade”, disse o parlamentar.


Jefferson disse que Nogueira quer se dedicar à reeleição para deputado federal e, por isso, optou por deixar o governo. “Ele precisa construir a campanha dele e não está tendo condições de fazer isso”, disse o presidente do PTB.

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