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Deputados pedem mais R$ 3 bi para reforma

01:30 | 07/12/2017

O Orçamento de 2018 virou também moeda de troca nas negociações para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara, apesar do risco de descumprimento do teto de gasto, que limita o crescimento das despesas do governo à inflação. Parlamentares negociaram com o Palácio do Planalto aumento de R$ 3 bilhões nas emendas de bancada.

Também pediram incremento de R$ 5,5 bilhões até 2021 nos repasses que a União faz para municípios.

O presidente Michel Temer pediu para a equipe econômica fazer os cálculos de quanto poderia ser remanejado no Orçamento de 2018 para as emendas, que já contam com R$ 4,2 bilhões. A proposta será apresentada como última cartada para a aprovação da reforma. Segundo apurou o Estado, a área econômica está com dificuldades de dizer não aos pedidos, mas falta espaço no Orçamento do próximo ano, que está muito mais apertado do que o de 2017, em razão do teto dos gastos.

Na noite de ontem, os deputados aprovaram outros dois projetos que estavam sendo usados como moeda de troca para o apoio à reforma.

Com renúncia de R$ 22,8 bilhões em 15 anos, foram aprovados novos programas de parcelamento de dívidas para micro e pequenas empresas e produtores e empresas com o Funrural, espécie de contribuição previdenciária que incide sobre a receita da comercialização da produção. Os dois textos ainda precisam do aval dos senadores.

No Senado, com um acordo costurado pelo governo, foi aprovada em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que eleva o porcentual de recursos recolhidos para a União.