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"Não consegui legalização do aborto", diz ex-ministra de Dilma

01:30 | Nov. 29, 2017
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Em discurso na Plenária Estadual de Mulheres do PT Ceará, ontem, a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo Dilma Rousseff (PT), Eleonara Menicucci, contou que houve tentativa de legalizar o aborto durante a gestão, frustrada por um “Congresso Nacional fundamentalista”.


“O que me levou (a assumir o cargo) foi a possibilidade de colocar sonhos do feminismo em prática. Eu não consegui a legalização do aborto. Não que a Dilma fosse contra: o conjunto de companheiros do ministério que não era unânime. Mesmo sendo do PT, por mais que esteja na pauta, não era. Agora, tem o Congresso Nacional, que é conservador, reacionário, fundamentalista, dificílimo de passar qualquer coisa nesse aspecto”, disse socióloga Eleonara Menicucci.


Com a derrota, a ex-ministra diz que foi feita “uma escolha de Sofia” de “priorizar a radicalização das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres”.

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“Mas nessas políticas estava posta a questão dos direitos sexuais de aborto, dos serviços de aborto legal, da melhoria e do aumento”, complementou.


Violência contra a mulher

A ex-ministra veio ao Ceará por ocasião da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, da qual é uma das líderes, que teve início dia 25 e percorrerá o País até o dia 10 de dezembro para “engajar o público no enfrentamento” da violência contra a mulher.

 

“Dezesseis dias de ativismo. Será que a gente precisa? Eu quero estar viva para não precisar mais. Para que (as mulheres) sejam respeitadas e não recebam flores”.


A ex-ministra também participou de debate no Sebrae-CE com o tema “Mulheres e Empreendedorismo – A igualdade de gênero para o desenvolvimento econômico”. Segundo Eleonora, não há “possibilidade nenhuma de uma autonomia econômica das mulheres” sem uma “participação política” de combate à violência contra as mulheres. Em discurso, também teceu críticas à sua substituta no governo Michel Temer (PMDB), Fátima Pelaes. “Faz culto evangélico no meu gabinete. A situação é dramática”, afirmou.

Daniel Duarte

 

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