PUBLICIDADE

MBL se organiza no Ceará e pode apoiar candidatos nas eleições de 2018

01:30 | 14/11/2017
NULL
NULL
[FOTO1]

Com um deputado federal e oito vereadores no País, o Movimento Brasil Livre (MBL) começa a se organizar no Ceará e pretende apoiar, em 2018, candidatos ao Legislativo que defendam ideias liberais e pautas que se alinhem ao pensamento do grupo. A nível nacional, o movimento conhecido por levar milhares às ruas pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT) pretende eleger 15 deputados federais.


Meta foi estabelecida no 3º Congresso do MBL, realizado no último fim de semana, que não teve representação cearense. Há dois núcleos organizados no Estado, nos municípios de Sobral e de Fortaleza.

[QUOTE1]

Coordenador regional do MBL do Ceará e do núcleo de Sobral, o servidor público Inácio Prado explica que o movimento começou a ser montado no Estado em agosto deste ano e não conseguiu se organizar a tempo para ir ao evento. “Mas acompanhamos tudo pela internet”, conta. “Eu achei o Congresso muito produtivo, sobretudo como um espaço de informação e de formação política para conscientizar os membros e seguidores”.


Para 2018, Inácio diz que o movimento do Ceará não terá candidato próprio, mas pode apoiar candidatos que sejam voltados para as ideias liberais. “Nós temos liberdade. O MBL nacional não impõe qual candidato podemos apoiar, desde que seja alinhado com o movimento”. Decisão será no próximo ano.


Inácio não sabe precisar quantos membros o MBL tem no Ceará. Ele estima, com base no número de seguidores do Facebook e de cadastrados no grupo do WhatsApp, que sejam mais de 100. Por enquanto, trabalho no Estado está focado na defesa do projeto “Escola sem Partido”.


Em Sobral, o vereador Sargento Ailton (SD) apresentou projeto de indicação sobre o tema há duas semanas. Em Fortaleza, a vereadora Priscila Costa (PRTB) defende pauta, já tendo participado de audiências relativas à polêmica.


Congresso Nacional

Evento reuniu políticos como o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), o deputado federal e ex-ministro nas Cidades Bruno Araújo (PSDB-PE) e o senador José Medeiros (Pode-MT). Este último, inclusive, deu o tom ideológico do evento para além do pensamento liberal.

 

“O Brasil está ficando muito chato”, disse o senador, ao apontar casos como o do jornalista William Waack, afastado da Globo na última semana depois que vídeo em que ele faz comentários racistas ser vazado nas redes. “Nós não podemos falar nada, com esse patrulhamento”, completou.

 

Letícia Alves

TAGS