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Manifestantes fazem atos pelo País e se preparam para "greve-geral"

Na capital cearense e em outras cidades do País, grupos contrários às mudanças na legislação trabalhista foram ontem às ruas. Eles ameaçam fazer uma "greve geral" caso o Congresso aprove uma reforma da Previdência
01:30 | Nov. 11, 2017
Autor Lucas Braga
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Lucas Braga Repórter do O POVO Online
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Tipo Notícia
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Protestos foram realizados, ontem, em várias cidades do País contra a Reforma Trabalhista. As mudanças entram em vigor hoje. De acordo com as centrais sindicais organizadoras, o “Dia Nacional da Paralisação” foi o início da construção de nova greve geral, “pressionando pela revogação” de pontos alterados com a reforma. Em Fortaleza, o movimento foi unificado à anual “Marcha da Esperança” e concentrou-se no Centro, durante a manhã.


Passando pelas praças Clóvis Beviláqua e do Ferreira, o ato seguiu rumo ao Fórum Autran Nunes, da Justiça do Trabalho, na avenida Tristão Gonçalves. O trânsito foi interrompido na região e grande parte das lojas fecharam as portas. Já em Juazeiro do Norte, manifestantes seguiram entre as praças da Prefeitura e Padre Cícero. Foram registrados ainda protestos nas cidades de Limoeiro do Norte e Sobral.

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Para Enedina Soares, presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Ceará (Fetamce), ainda há resistência “à retirada de direitos dos trabalhadores”. De acordo com ela, 20 mil pessoas compareceram à manifestação, vindas de 160 municípios cearenses. A Polícia Militar não estimou quantidade de público. Professores, profissionais da saúde, servidores públicos e dezenas de outras categorias compuseram o ato.

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“Houve retomada dos movimentos de rua. A expectativa de engajamento foi superada e agora a luta é para barrar a Reforma da Previdência e pelo fim do trabalho escravo”, analisa Will Pereira, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT-CE). Campanha nacional da CUT coleta assinaturas pela anulação das alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No Estado, já foram reunidas 100 mil assinaturas.


Mudanças

Entidades sindicais consideram a reforma trabalhista retrocesso à CLT, com a alteração em 117 artigos. Além da supremacia do negociado sobre o legislado e redução da ação de sindicatos, mudanças nas regras de férias, trabalho remoto, maior abertura da terceirização do serviço público e trabalho intermitente são focos de insatisfação dos movimentos.

 

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, explica que o movimento também têm outra pauta. “Conseguimos mobilizar trabalhadores contra as reformas trabalhista e da Previdência. A decisão das centrais é de que, se o governo colocar a reforma da Previdência para votar e nós observarmos que ela tira direitos, haverá paralisação nacional”.


No Rio, o protesto começou por volta das 16 horas, nas imediações da igreja da Candelária, e às 18h45min o grupo seguiu rumo à Cinelândia, onde o protesto terminou às 20 horas. Até as 20h15min, não havia registro de tumultos, mas jovens com bandeiras com o símbolo do anarquismo continuavam reunidos na frente do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal.


O único político que acompanhou todo o protesto foi o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ), saudado por muitos manifestantes.

com agências


 

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