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Fachin reduz fiança de investigados no caso do "bunker" de R$ 51 mi

01:30 | 14/11/2017

O ministro Edson Fachin, do STF, decidiu ontem reduzir a fiança de Gustavo Pedreira do Couto Ferraz e Job Ribeiro Brandão, investigados no caso do 'bunker' de R$ 51 milhões supostamente ligados ao ex-ministro Geddel Vieira Lima e ao deputado estadual Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).


A fiança é para que eles possam continuar no regime de prisão domiciliar. A de Job Bradão já está paga. Caso Gustavo Ferraz não deposite, irá para a prisão preventiva. A decisão atende a pedido dos advogados, que tiveram parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).


O ministro relator não respondeu neste momento a um pedido feito pela defesa de Geddel, que quer ter acesso ao número do telefone que fez a ligação anônima que resultou na ação da PF que apreendeu os milhões. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, neste ponto, se posicionou contra pedido.


Fachin disse que se resumiria a analisar os pedidos de redução de fiança, "em razão do caráter urgente das questões que envolvem qualquer tipo de deliberação sobre o direito de locomoção". A fiança de Gustavo Ferraz passou de 100 para 50 salários mínimos, e a de Job baixou pela segunda vez, agora de 50 salários mínimos para 10, com uma redução de 2/3 para Job devido à situação econômica ruim que o investigado demonstrou. O ministro deu 24 horas para Ferraz fazer o pagamento.


Fachin disse que Job conseguiu comprovar que os dados utilizados anteriormente para medir a capacidade dele de pagar a fiança não eram adequados. Um dos motivos que ele destacou foi o de que o investigado disse que repassava entre 70% e 80% do salário como assessor parlamentar aos dois peemedebistas da família Vieira Lima.

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