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Lideranças negam tratativas com Beto Studart para eleições

O presidente da Fiec admitiu ontem que deixará o comando da instituição, mas negou quaisquer pretensões políticas. Segundo especulações, ele estaria se movimentando para disputar cargo em chapa majoritária
01:30 | Out. 04, 2017
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Se a saída de Beto Studart da presidência da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) é mesmo motivada por pretensões políticas, segundo especulações, os principais partidos envolvidos ainda não foram procurados - ao menos segundo líderes de PSDB, PT e PDT.


Embora afirmem que o empresário seria um bom nome para disputar um cargo em 2018, eles negam quaisquer tratativas com ele sobre
o assunto.


A informação sobre a saída de Studart do comando da Fiec foi noticiada primeiramente na coluna do jornalista Fábio Campos, na edição do O POVO do último domingo, 1°. Na publicação, ele afirmou que o empresário estudava encabeçar uma chapa para disputar o Governo do Estado, buscar uma vaga no Senado ou, o que seria mais provável, tentar o cargo de vice do governador Camilo Santana (PT).

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Mesmo confirmando que deixará Fiec, Studart nega qualquer ligação política. “Eu não sou candidato a vice-governador ou senador. Não faço política.

O que foi dito não tem sentido”, afirmou. As conversas com Camilo causariam mal-estar tanto no PDT, para quem o cargo de vice estaria acertado, como no PT e PSDB, já que ele é tucano.


O presidente do PSDB no Ceará, Luiz Pontes, afirmou que “nunca” teve nenhuma conversa com Beto Studart sobre eleições, mas lembrou que “sempre disse que ele é um nome que o partido tem para disputar um cargo, queira Senado, queira Governo”.


Sobre as especulações de conversas do tucano com Camilo, Luiz Pontes disse que “não há a mínima possibilidade de o PSDB se coligar com o PT”.


Quem endossou a negativa foi o deputado federal José Guimarães (PT), que afirmou “nunca” ter ouvido falar em conversas de Beto e Camilo. “Eu não acredito nisso, não tenho informações detalhadas sobre isso, mas posso antecipar que nosso projeto não inclui aliança com o PSDB no Ceará”, reiterou.


O presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo, também disse desconhecer tratativas. Seu partido seria um dos que mais perderia com a aliança entre Camilo e o empresário, porque pretende ocupar o cargo de vice e as duas vagas para o Senado da chapa. Na noite de ontem, o governador participou de evento da Fiec
ao lado de Beto Studart.


 

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