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As armas de Temer para tentar barrar 2ª denúncia da PGR na Câmara

As últimas horas têm sido de articulação e promessas com a base aliada para garantir votos contra a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República. A expectativa é que a matéria seja votada no dia 24
01:30 | Out. 10, 2017
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O presidente Michel Temer (PMDB) inciou uma força-tarefa para barrar a segunda denúncia por obstrução de Justiça e organização criminosa na Câmara dos Deputados. No último domingo, 8, o peemedebista se reuniu com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para acelerar a liberação de emendas a parlamentares.


O esforço é para liberar os recursos prometidos desde a denúncia anterior, quando aliados rejeitaram a acusação da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, para garantir a rejeição da segunda investida da PGR.


Outro movimento de Temer com aliados é preparar e enviar para o Congresso Nacional uma proposta de novo imposto para os sindicatos. Em julho, com a aprovação da reforma trabalhista, o chamado imposto sindical foi revogado.

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Para atrair votos contrários à acusação do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, o presidente cogita projeto com urgência constitucional com a ajuda do deputado Paulinho da Força (SD-SP).


Em meio a reuniões de última hora, o presidente e aliados mais próximos se preparam para a leitura do relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).


Ao O POVO, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), disse que caso o relatório seja contra o governo será recebido como uma “surpresa” pelo Planalto. “Se for pela aceitação da denúncia, o governo recebe com surpresa porque no nosso entender a denúncia é inócua”, declarou o parlamentar.


Relatório

Relator da matéria, o tucano disse que a maior parte do parecer se dedicará à acusação de formação de organização criminosa. A expectativa é que o relatório seja lido hoje à tarde, na CCJ, caso o parlamentar não consiga concluir os trabalhos até a manhã desta terça-feira. Andrada sinalizou que não pretende separar as acusações de acordo com o cargo do denunciado, como quer a oposição.

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“A denúncia não separa as pessoas”, disse ele. Os oposicionistas apresentaram questões de ordem pedindo a votação de forma separada da autorização para o prosseguimento do processo em relação a cada um dos acusados.


Bonifácio disse que caberá ao presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), decidir como fará a votação. “Eu tenho de me apegar ao conjunto que está na denúncia, que é a organização criminosa”, enfatizou.

com agências

 

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Diante da possibilidade do relator atrasar a entrega do parecer na CCJ, Rodrigo Pacheco abrirá a sessão para responder aos requerimentos e questões de ordem.


Entre as questões de ordem e requerimentos protocolados, estão o pedido de separação da denúncia e questionamento da vaga de suplente do PSC para Bonifácio continuar membro da CCJ.

 

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