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PT não vai abrir mão de disputar o Senado, diz De Assis

Enquanto o PDT anunciou chapa para 2018 com dois nomes seus para disputar as vagas ao Senado, o PT defende que tem direito a pelo menos uma delas. Presidente estadual da sigla diz que "muita coisa pode mudar"
01:30 | Ago. 18, 2017
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O PT do Ceará “não vai abrir mão” de disputar o Senado em 2018, segundo o presidente estadual De Assis Diniz. A declaração foi feita em resposta à chapa anunciada no último sábado pelo PDT, partido aliado, que reserva as duas vagas do cargo aos pedetistas Cid Gomes, ex-governador do Ceará, e André Figueiredo, deputado federal.


“O PT deseja manter os espaços que tem: Senado, Câmara Federal e Governo do Estado. (...) Não é porque o PDT lançou (a chapa), que vai acontecer. Nós não vamos abrir mão do que nós temos no Ceará. Nós vamos à luta, não vamos abrir mão porque alguém lançou uma chapa”, afirmou o dirigente.


“O PDT pode falar e se programar para fazer um jogo na visão deles, do jeito que eles querem, mas o mesmo jogo vai ser jogado (pelo PT). Nas preliminares, nos bastidores, têm muita conversa e muita coisa pode mudar”, continuou De Assis. A reação é a mesma de outras lideranças petistas, que concordam que é “legítimo” que o PDT anuncie uma chapa, mas insistem que o PT tem direito de pleitear mais vagas.

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Atualmente, o partido tem um senador, José Pimentel, mas seu mandato chega ao fim no próximo ano. Para De Assis, ele “deve disputar” ao cargo novamente, a depender de deliberação interna da sigla. O vereador Guilherme Sampaio, do grupo ligado à deputada federal Luizianne Lins, diz que é “legítimo” que o PT lute pela reeleição de Pimentel, assim como pela reeleição de Camilo. O senador, porém, não quis comentar o assunto.


Outra possibilidade para a disputa ao Senado é o deputado José Guimarães. Após o anúncio da chapa do PDT, Guimarães defendeu a chapa Lula-Cid para a Presidência da República, abrindo espaço para ele no Senado em 2018.


Em entrevista ao O POVO, o deputado não respondeu se tinha pretensões ao cargo e disse apenas que seu nome “vai estar à disposição do partido”, que deverá discutir o assunto no final do ano. “É natural que o PT dispute também o Senado. Vamos discutir na hora certa. No momento, é consolidar Lula lá e Camilo cá”, afirmou.


De Assis negou que o nome de Guimarães já tenha sido ventilado ao cargo. “Como presidente do PT, nunca ouvi falar nisso”. Em 2014, porém, já com De Assis à frente da sigla, o PT chegou a aprovar uma resolução de apoio ao nome dele para a vaga, mas voltou atrás para lançar Camilo ao Governo.


Outras siglas

Partido aliado de Camilo, o PCdoB também pode brigar por uma vaga, segundo presidente estadual da legenda, Luís Carlos Paes. “O PCdoB pleiteia participar dessa discussão a nível majoritário, não é fora de discurso reivindicar a presença na vaga majoritária, ocupando uma dessas vagas”, afirmou. Ele pondera, no entanto, que isso ainda não foi debatido.

Já o PSB, que passa por uma transição desde que o deputado federal Odorico Monteiro assumiu sua presidência, estaria mais preocupado, agora, com o debate do programa. “A primeira coisa importante, mais que discutir nomes, é discutir programas”, afirmou.

 

Saiba mais


No último sábado, 12, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou chapa para 2018: Ciro Gomes (presidente da República), Camilo Santana (Governo do Estado), Cid Gomes e André Figueiredo (Senado).


Em 2018, os mandatos de oito anos dos senadores Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) terminam. Tasso Jereissati (PSDB) continua no Senado, porque foi eleito em 2014.

 

O senador Eunício Oliveira (PMDB) já sinalizou que deverá concorrer ao governo mais uma vez contra Camilo Santana. No Governo, quem já manifestou interesse na disputa foi o deputado estadual Capitão Wagner.

 

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