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Procurador fala em chicana politiqueira

01:30 | Ago. 24, 2017
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Sobre a acusação da Procuradoria-Geral de Tauá de que Patrícia Aguiar teria deixado o município em situação comprometedora para a gestão adversária, a ex-prefeita afirma que se trata de “perseguição política” e fuga da responsabilidade com o estado das contas municipais.


“Depois de oito meses (de gestão), ficam querendo arranjar alguma desculpa ou um culpado para a ingerência deles, porque é o caminho mais fácil, pra confundir”, diz a ex-prefeita. Ela ainda afirma que a ação judicial serve para retirar temporariamente o município do estado de inadimplência, recurso comum em ações civis de improbidade administrativa.


À acusação do procurador de que contas foram reprovadas por “pagamentos irregulares” e repetidos, em quantias fracionadas, a empresas “que não podiam receber, Patrícia Aguiar responde que todos os pagamentos dos convênios “são feitos através da CEF, que só paga mediante a revisões”, sendo “muito criteriosos para provar orçamento” e evitar que “situação saia do controle”.

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O procurador do município diz que a falta de provimento de documentação necessária para prestação de contas por parte da gestão de Patrícia Aguiar configura “chicana politiqueira” para que “a nova administração não tenha sucesso”. “Ou então gastaram o dinheiro de forma ilícita e realmente não têm como provar os gastos”, complementa.


A ex-prefeita, contudo, afirma ter em mãos documentos que comprovam repasses regulares e notas que atestariam que recursos foram devidamente declarados.


“Passamos tudo. As obras estavam em pleno andamento, tudo normal até dezembro. Eu sempre tive todo o cuidado para não deixar inadimplente, com toda boa vontade. Isso é pura incompetência”, rebate a ex-prefeita.


O estudo detalhado deve ser feito pelos órgãos de controle de contas e secretarias competentes, que afirmam estar ainda em processo de julgamento, impossibilitados de “antecipar” dados. (Daniel Duarte)

 

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