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Lava Jato volta a cercar esquema de libertados por Gilmar

Em uma semana, Gilmar Mendes soltou nove investigados da Ponto Final. Um deles é o empresário Jacob Barata Filho, o %u201Crei do ônibus%u201D. O ministro foi padrinho de casamento de Beatriz Barata, filha de Jacob, em 2013
01:30 | Ago. 26, 2017
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A força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio voltou às ruas após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), soltar a cúpula do Transporte do Rio. A Polícia Federal prendeu dois por obstrução de Justiça e cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, na Operação Ponto Final - desdobramento da Lava Jato que mira o esquema de corrupção no setor de transportes do Estado.


Em uma semana, Gilmar soltou nove investigados da Ponto Final. Um deles é o empresário Jacob Barata Filho, o “rei do ônibus”. O ministro foi padrinho de casamento de Beatriz Barata, filha de Jacob, em 2013. Bia Barata se casou com Francisco Feitosa Filho, sobrinho de Guiomar Mendes, mulher de Gilmar.

[SAIBAMAIS]

O Ministério Público Federal apontou ainda que Jacob Barata Filho integra os quadros da sociedade Autoviação Metropolitana Ltda, ao lado, entre outros sócios, da FF Agropecuária e Empreendimentos S/A, administrada por Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, irmão de Guiomar.

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A Lava Jato vasculha em endereços da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) e da Riocard TI, empresa que controla a bilhetagem eletrônica no Estado. Durante o cumprimento dos mandados, duas pessoas foram presas em flagrante por obstrução de Justiça.

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Em nota, o Ministério Público Federal afirmou que “a partir de fatos revelados nas investigações da Operação Ponto Final, a força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro considerou necessário analisar os dados sobre repasses feitos pela Fetranspor às empresas de ônibus em virtude do ressarcimento de vale-transporte e do uso do bilhete eletrônico Riocard”. Os procuradores da República que integram a força-tarefa consideram que há indícios de que o sistema de bilhetagem eletrônica e as ordens de ressarcimento de valores às empresas que participavam da arrecadação para a “caixinha” da propina da Fetranspor possam ter sido manipulados pelos denunciados.


“Chama atenção dos investigadores o fato de a Fetranspor se recusar a prestar contas ao Tribunal de Contas do Estado dos valores recebidos do governo em função dos subsídios ao Bilhete Único, o que, à época, foi objeto de ação judicial do Estado para a obtenção dos dados”, diz a nota da Procuradoria da República, no Rio.

 

Saiba mais


Um dos símbolos do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB) no Rio, sua casa no Condomínio Portobelo, em Mangaratiba, vai a leilão no próximo dia 3 de outubro pelo preço mínimo de

R$ 8 milhões. A decisão é do juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, que resolveu leiloar alguns dos bens mais valiosos do peemedebista. Ele está preso desde novembro passado, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Outro bem cuja propriedade é atribuída a Cabral e vai a pregão é a lancha Manhatan. Oficialmente, a embarcação pertence à empresa MPG Participações, controlada por Paulo Fernando Magalhães Pinto, apontado como operador do ex-governador.

 

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