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Tucano prevê saída do governo após denúncia

2017-07-25 01:30:00

Principal aliado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na Executiva do PSDB, o deputado federal Silvio Torres (SP), secretário-geral da legenda, disse ontem que depois da votação da admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara dificilmente os tucanos continuarão no governo.


Torres afirmou que ainda não foi definida a posição oficial do partido sobre a votação da denúncia no plenário, mas disse que a bancada de 46 deputados deve ser liberada, como aconteceu na votação da admissibilidade da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Ele avalia que hoje há “ampla maioria” favorável ao desembarque dos quatro ministros tucanos no governo. São eles Bruno Araújo (Cidades), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Luislinda Valois (Direitos Humanos) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores).


“Após a votação o PSDB dificilmente ficará no governo. Teremos a liberdade política de nos articular para 2018. Ficaremos em uma posição crítica de poder fazer a avaliação do atual do governo”, disse.


Segundo o parlamentar, a situação de Temer nos últimos 60 dias, período em que vieram à tona a delação da JBS e as gravações realizadas pelo empresário Joesley Batista, “obrigaram (o partido) a fazer nova reflexão” sobre o apoio ao governo.

Adriano Nogueira

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