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Petistas afirmam que assalto à CUT foi "ação política da direita"

2017-07-21 01:30:00
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Ato em Fortaleza em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aconteceria ontem no Centro, foi adiado após assalto à sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na rua Solón Pinheiro. Para o deputado federal José Guimarães (PT), a ação criminosa teve cunho político “patrocinada pelas forças de direita”.

[SAIBAMAIS]

“Evidentemente que isso é uma ação política de depredação, ameaças e terrorismo. Credito isso a setores da direita que não sabem conviver com a democracia. Coincidentemente logo hoje (ontem), que tem um ato. Tem uma mensagem, não é por acaso”, disse o deputado em coletiva na sede da CUT.


Procurado na noite de ontem, o secretário chefe da Casa Civil, Nelson Martins (PT), menos categórico, disse acreditar que a ação tem “características diferentes de um assalto normal”. Ele afirmou que, tão logo soube do ocorrido, procurou o governador Camilo Santana (PT), que o instruiu a acionar as autoridades da Segurança Pública para que investigações transcorressem o mais rápido possível.


Ação

Por volta das 9h40min, a Frente Brasil Popular - Ceará estava em reunião na sede da CUT quando um grupo de seis homens encapuzados e armados renderam 15 pessoas, e levaram televisor e sistema de filmagem do local, e celulares, computadores e pertences pessoais das vítimas. Informações foram repassadas em coletiva na CUT e também por meio de nota pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Conforme a pasta, os criminosos chegaram ao local em veículo modelo Classic de cor branca e outro automóvel teria dado apoio.

 

De acordo com o presidente do PT Ceará, De Assis Diniz, a ação, chamada de “atentado”, foi violenta. “Eles não queriam buscar dinheiro, queriam a todo custo saber quem era o presidente da CUT (Francisco Wil) e quem era o tesoureiro (Helder Nogueira Andrade). Fizeram uma devassa, quebrando equipamentos, tocando o terror, com agressões físicas, colocaram estilete na garganta da recepcionista”, disse.


A secretária estadual de Comunicação do PCdoB-CE, Andrea Oliveira, que também estava no local na hora do ataque, disse que os criminosos quebraram celulares das vítimas. “Colocaram um revólver na cabeça do presidente. O tesoureiro também foi identificado, eles diziam ‘nós vamos matar ele agora, vamos papocar esse gordinho’. Faziam muito barulho para nos amedrontar. Foi muita violência”, detalhou Andrea. Francisco Wil foi levado ao hospital em estado de choque, e vítimas também receberam atendimentos médicos.


Questionada sobre se há linha de investigação que aponte possibilidade de ação ter cunho político, a SSPDS enviou nota que não detalha o assunto. A secretaria afirma que “equipes do Departamento de Inteligência Policial da Polícia Civil, do 25º Distrito Policial e da Perícia Forense estiveram no local e realizaram os primeiros levantamentos”. As vítimas foram orientadas a registrar Boletim de Ocorrência, o que já foi feito por algumas. “As apurações continuam”. (colaborou Amanda Araújo)

 

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