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Não é o fim da Lava Jato, mas vale refletir

01:30 | Jul. 01, 2017
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Guálter George, editor-executivo de Conjuntura


É de desanimar, mesmo, diante de uma análise mais rápida e superficial. Porém, os movimentos de ontem relacionados às decisões de ministros do STF devolvendo o mandato ao senador tucano Aécio Neves e liberando da prisão o deputado peemedebista (afastado) Rodrigo Rocha Loures exigem um pouco mais de sangue frio na análise de suas razões e efeitos. Pergunta-se, por exemplo: é o fim da Lava Jato? Claro que não. Um olhar sobre o histórico do ministro Marco Aurélio, que beneficiou Aécio, encontrará uma linha de pensamento que, isolada do momento político, justificará sua decisão de agora. Ele é um legalista, crítico antigo das tais prisões para averiguação ou o que valha, tão comuns à operação que nasceu em Curitiba e se espalhou pelo Brasil. Vale estranhar mesmo, neste caso, juízos de valor desnecessários que constam na sentença acerca do político beneficiado por ela. Todos na linha do elogio. Quanto ao caso de Loures, a postura serena de Edson Fachin, até agora, tem é ajudado a consertar situações criadas por exageros de etapas anteriores. Enfim, são decisões que, mesmo impactantes, nem de longe podem ser vistas como sinal de um retrocesso absoluto no esforço do momento de combate à corrupção.

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