PUBLICIDADE
VERSÃO IMPRESSA

Justiça mantém prisão e Geddel chora

2017-07-07 01:30:00
NULL
NULL
[FOTO1]

Em audiência de custódia realizada ontem, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Criminal de Brasília, negou pedido da defesa de Geddel Vieira Lima e manteve o ex-ministro preso preventivamente. Geddel foi preso na segunda-feira, 3, sob acusação de tentar obstruir a Operação Lava Jato e, na terça-feira, 4, foi transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a Penitenciária da Papuda, também na capital.


“Não tenho elemento para dizer neste momento que não há indício de crime. Desse modo, eu mantenho aqui o que coloquei na decisão de que há indícios de autoria e materialidade quanto a Geddel” afirmou o juiz Vallisney.


Para o juiz, há dois pressupostos para a manutenção da prisão, a ordem pública, por conta da reiterada conduta de Geddel, e as supostas ligações do ex-ministros para a esposa do corretor Lúcio Funaro.


Para o Ministério Público Federal, Geddel tentou obstruir a Justiça ao tentar pressionar Funaro a não fazer delação premiada. “Esses telefonemas reconhecidos pelo Geddel são existentes de modo que, com eles, o quadro parece grave”, afirmou Vallisney.


Ao negar a liberdade a Geddel, o juiz autorizou que a esposa de Funaro, Raquel Pitta, seja ouvida pela Polícia Federal para falar se houve pressão do ex-ministro. Além disso, o juiz solicitou perícia no aparelho celular de Raquel pelo qual falou com o ex-ministro.


A defesa chegou a pedir a substituição da prisão preventiva por outras medidas cautelares como a prisão domiciliar e uso de tornozeleira. Mas Vallisney afirmou que primeiro precisa ouvir a esposa de Funaro e analisar os documentos juntados pela defesa de Geddel.


O choro

Ao final do depoimento de 1h23min que deu ao juiz Vallisney de Souza, Geddel Vieira caiu no choro ao ouvir que vai permanecer na prisão por tempo indeterminado. Geddel é suspeito de atrapalhar investigações da Operação Cui Bono, que apura supostos esquemas de fraudes na liberação de recursos da Caixa. Geddel afirmou que ligou “mais de dez vezes” para a esposa de Funaro, mas nega pressão.

 

Adriano Nogueira

TAGS