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Temer nega interferência em poderes e reclama de denúncias "montadas"

Em novo vídeo, o presidente da República disse ainda as denúncias divulgadas nas últimas semanas contra ele são "artificiais e montadas" e as relacionou ao momento de saída da crise econômica pelo qual o Brasil passava
01:30 | Jun. 13, 2017
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O presidente Michel Temer voltou a usar vídeos nas redes sociais para reforçar o discurso de que seu governo não vai parar, se defendeu do que chamou de conjunto de denúncias “montadas”, fez críticas indiretas ao Judiciário e afirmou que não permitirá “ilegalidades” de instituições públicas. “Não vou esmorecer”, afirmou.

[SAIBAMAIS]

O presidente destacou que a ofensiva contra o seu governo começou justamente no momento em que saímos da mais grave crise econômica da história. “Quando havia sinais claros de que as reformas teriam maioria no Congresso Nacional, assacaram contra meu governo um conjunto de denúncias artificiais e montadas”, afirmou.


Segundo o presidente, o estado democrático de direito “não admite que as instituições públicas e seus responsáveis cometam ilegalidades sob quaisquer justificativas”. “Na democracia, a arbitrariedade tem nome: chama-se ilegalidade. O caminho que conduz da justiça aos justiceiros é o mesmo caminho trágico que conduz da democracia à ditadura. Não permitirei que o Brasil trilhe este caminho. Não vou esmorecer. Seguirei liderando o movimento em favor da aprovação da agenda de reformas econômicas”, destacou.

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Temer é alvo de inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) aberto com base na delação premiada dos acionistas e executivos do grupo J&F - holding que inclui a JBS. O presidente, investigado pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa, poderá ser denunciado nos próximos dias pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.


TSE

No vídeo, Temer não cita diretamente o processo do TSE, que o absolveu na ação do PSDB contra a chapa Dilma-Temer, mas afirma que “na última semana assistimos à demonstração da vitalidade da democracia brasileira, com o funcionamento pleno e livre do Poder Judiciário”. “Essa força não surge do acaso. Ela é possível em razão do mandato conferido pela constituição às instituições públicas”, disse.

 

Segundo ele, desde que chegou ao governo, ele tem “insistido que observemos os princípios fundamentais de independência e harmonia impostos pela Constituição”. “Nas democracias modernas, nenhum poder impõe sua vontade ao outro. O único soberano é o povo e não um só dos poderes. E muito menos aqueles que, eventualmente, exerçam o poder”, destacou.


Temer diz que não interfere e nem permite a interferência indevida de um poder sobre outro. “Em hipótese alguma, nenhuma intromissão foi ou será consentida”.(AE)

 

Saiba mais

 

O suposto uso da Abin por Temer é tema de reportagem da revista Veja publicada neste fim de semana. Segundo a publicação, o ministro do Supremo Edson Fachin - relator do inquérito contra o presidente Michel Temer - estaria sendo monitorado pela Abin a pedido do Palácio do Planalto. A ação teria como objetivo buscar fragilidades que poderiam colocar em xeque a atuação do ministro. O governo nega qualquer ilegalidade.

 

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