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Funaro contrata especialista em delação

01:30 | Jun. 13, 2017
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O operador Lúcio Bolonha Funaro contratou o escritório do criminalista Antonio Figueiredo Basto para negociar sua delação com o MPF. Com dez acordos homologados na Operação Lava Jato - foram 151 delações feitas em Curitiba, o advogado é considerado especialista em colaborações premiadas. Preso desde 1.º julho de 2016, acusado de operar propinas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a delação de Funaro é considerada peça-chave na investigação sobre peemedebistas, com potencial para agravar a crise política envolvendo o governo Michel Temer. Funaro promete falar sobre as propinas que operou para os “caciques do PMDB” e os benefícios obtidos por empresas, “de A a Z”, segundo pessoas próximas à investigação.


Com 30 anos de experiência, o curitibano Basto fechou a primeira delação premiada do operador Alberto Youssef, no Caso Banestado, na década de 1990. Em 2014, ele fez um novo acordo e garantiu que Youssef deixasse a cadeia, menos dois anos depois de preso.


A estratégia de defesa ainda está em discussão. Visto no MPF como um candidato a delator “complicado”, Funaro terá uma longa negociação para conseguir um acordo, avaliam pessoas próximas às investigações. Como operador financeiro, no entanto, ele integra um grupo de investigados da Lava Jato que mais tem obtido acordos, por levar as apurações para novas frentes ainda desconhecidas no escândalo. Funaro foi preso na Operação Sépsis, com base na delação de Fabio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos e Loteria da Caixa. Funaro é investigado outras nas operações Patmos e Greenfield, da Lava Jato.

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Na quarta-feira passada, o advogado Cezar Bittencourt informou que havia deixado a defesa de Funaro, que “estava interessado” em fazer acordo de delação premiada. A prisão da irmã do operador, Roberta Funaro, foi um dos fatores que mais pesaram na decisão.


Funaro foi presa no dia 18 de maio, alvo da Patmos, desdobramento da Lava Jato decorrente da delação premiada dos donos do Grupo J&F. No dia 1.º de junho, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, aceitou a conversão de sua prisão preventiva, em domiciliar, monitorada com tornozeleira eletrônica. (AE)

 

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