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Socorro a empresas era usado no 'limite da lei'

01:30 | 22/04/2017

Na audiência da última quinta-feira, em que foi interrogado pelo juiz Sergio Moro como réu em ação penal da Operação Lava Jato, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antônio Palocci dedicou alguns minutos - até ser interrompido pelo magistrado - ao "socorro" que o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestava a empresas.


"Foi assim, por exemplo, na crise de 2008 (segunda administração de Lula). O governo salvou empresas. O sr. vai falar: 'Isso é uma prática normal do governo?'. Eu digo não. São práticas emergenciais em que se usa o limite do limite da lei para salvar empresas e ativos do País. Então, nós fizemos, na construção civil, com redução de impostos e grandes ganhos para o País."


Nesta ação, Palocci tem a companhia, no banco dos réus, do empreiteiro Marcelo Odebrecht e do casal João Santana e Mônica Moura, marqueteiros das campanhas presidenciais do ex-presidente (2006) e da ex-presidente Dilma (2010-2014) - o empresário, condenado a 19 anos e 4 meses de prisão; os publicitários, a 8 anos e 4 meses.


No interrogatório, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil respondia às indagações sobre suposto papel de captador de propinas milionárias da Odebrecht para abastecer o PT.

 

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