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Romero Jucá critica o que chama de ficções premiadas da Odebrecht

01:30 | 15/04/2017
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Em entrevista ao programa Moreno no Rádio, na CBN, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), se defendeu das acusações feitas nas delações premiadas dos ex-executivos e dirigentes da Odebrecht. Citado em cinco inquéritos, Jucá, que também é presidente nacional do PMDB, está entre os políticos que vão ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do ministro Edson Fachin.


O peemedebista é suspeito de receber dinheiro em troca da aprovação de medidas de interesse da empreiteira no Congresso Nacional. “Chegou-se ao cúmulo dizer que eu beneficiei empresas com Mps. Quem fala em compra de MPs não conhece como funciona o governo e o Congresso”, disse Jucá, destacando que está tranquilo e espera responder o mais rápido possível a todas as informações que possam esclarecer esse imbróglio.


Na entrevista, o presidente nacional do PMDB fez uma ironia, dizendo que não se tratam de delações premiadas, mas de “ficções premiadas” com o intuito dos “colaboradores” saírem da prisão e irem mais rápido para casa. “Quero desmistificar a história da lista do Fachin. O ministro do STF, como homem equilibrado e que age de acordo com a legislação, está dando iniciativa às investigações que a PGR julgou necessárias. Fachin não escolheu esses nomes. No seu despacho, ele não entrou no mérito de nenhum pedido”, disse.


Romero Jucá disse que, como presidente nacional do PMDB, pode dizer que todas as doações às campanhas foram dentro da lei. E lembrou que foi o autor da emenda que proibiu doações de empresas nas campanhas eleitorais, pois os custos de campanha estavam ficando muito caros. “A acusação (que os delatores fizeram) sobre a compra de MPs é ridícula, tenho maior respeito pela classe empresarial, jamais faria um absurdo desses”, emendou. (da agência Estado)

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