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PF e Secretaria da Segurança pedem que Moro adie depoimento de Lula

Tanto a Polícia Federal como a pasta ligada ao Governo do Paraná argumentam que é necessário mais tempo para garantir a segurança do local. Sobre a possível mudança de data, Lula disse que não está preocupado

01:30 | 25/04/2017
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O juiz Sergio Moro, titular da Lava Jato em Curitiba, cogita adiar a data do depoimento do ex-presidente Lula na Justiça Federal do Paraná. Até então, o depoimento do petista estava marcado para a próxima quarta-feira, 3 de maio. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a mudança teria ocorrido a pedido da Polícia Federal. Depoimento deve ser adiado em uma semana, ficando para a outra quarta, 10 de maio.


Ainda segundo a Folha, a Polícia Federal teria argumentado que precisaria de mais tempo para garantir a segurança do local. Além disso, o feriado do Dia do Trabalho, 1º, dificultaria a operação necessária. O PT e movimentos alinhados com o partido vinham prometendo forte mobilização de apoio ao ex-presidente, incluindo caravanas partindo de diversas regiões.


O secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita de Oliveira, também pediu ao juiz federal Sergio Moro, que adie o interrogatório de Lula. O secretário alegou preocupação com “possível deslocamento de movimentos populares” para a capital paranaense.


“Solicito a Vossa Excelência avaliação sobre a viabilidade de redesignar data e/ou local da oitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agendada para o dia 3 de maio do corrente ano para data posterior, tendo em vista notícias de possível deslocamento de movimentos populares para esta Capital Paranaense em virtude da semana de comemoração do Dia do Trabalhador (1º de maio), o que pode gerar problemas de segurança pública, institucional e pessoal”, argumentou o secretário.


Nesta ação, o Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio - de um valor de R$ 87 milhões de corrupção - da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio do tríplex no Guarujá, no Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantido pela Granero de 2011 a 2016.


Sem preocupações

O ex-presidente Lula disse ontem que seu depoimento a Moro será sua “primeira grande oportunidade” de se defender e que a hora que o juiz marcar sua ida a Curitiba, estará lá para “falar a verdade”. “Estou tranquilo, não estou preocupado com a data. A data é do juiz Moro. A hora que ele marcar, estarei em Curitiba”, disse Lula durante evento do PT em Brasília. “Quero comparecer porque é a primeira grande oportunidade que eu não vou ser atacado pelas revistas e televisões. Eu vou ter, de viva voz, o direito de me defender. No meu primeiro depoimento, o horário é meu. Faz três anos que estou ouvindo”, completou o petista.

 

Segundo a Folha apurou, Moro já comunicou a decisão de adiar o encontro com Lula à cúpula da Polícia Federal, em reunião em Curitiba, há algumas semanas.


Minutos antes da declaração pública, o ex-presidente havia dito que não era problema dele se o Moro decidir adiar ou não a data de seu depoimento, previsto inicialmente para o dia 3 de maio, e que ainda não havia sido informado da decisão.


Questionado pela reportagem se preferia falar agora ou depois na ação sobre o tríplex em Guarujá (SP), Lula limitou-se a dizer: “Não é problema meu”. (das agências de notícias)

 

Saiba mais


Sergio Moro intimou o empreiteiro Marcelo Odebrecht e mais seis delatores da Operação Lava Jato para prestarem novos depoimentos dia 5 de maio. A medida foi tomada a pedido da defesa do ex-ministro Antonio Palocci (Governos Lula e Dilma/Fazenda e Casa Civil) e de seu ex-assessor Branislav Kontic - o ex-ministro está preso desde setembro de 2016.


"Desde logo, em vista do requerido, designo novo interrogatório dos referidos acusados para 5 de maio de 2017, às 14:00, perante este Juízo. Permanecem válidos os depoimentos anteriores e os novos interrogatórios versarão apenas sobre eventuais perguntas adicionais, em vista do teor dos acordos de colaboração e dos depoimentos prestados no acordo, da Defesa de Antônio Palocci Filho", determinou. A defesa de Palocci alega no pedido "princípios constitucionais do contraditório e da defesa ampla".

 

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