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Com todo respeito aos que brigam nos bares

01:30 | 23/03/2017

Guálter George, editor-executivo de Conjuntura


É triste, mas previsível, o que acontece no âmbito da institucionalidade brasileira. A autêntica briga de bar que agora envolve o Procurador-geral da República e um ministro do Supremo Tribunal Federal, com troca grave de acusações e um baixíssimo linguajar, expõe a gravidade do momento. É inaceitável, para um país que esteja na normalidade do funcionamento democrático, que autoridades de tal dimensão troquem acusações mútuas no tom e com o conteúdo que apresentam as manifestações de um e de outro nos últimos dias. Mesmo que sem citação de nomes, há clareza no direcionamento do que é dito, com respingo inevitável sobre o que simbolicamente representam no dramático cenário nacional à vista. Ruim, de tudo, é que a conta vai para a democracia, mais fragilizada a cada vez em que seus homens públicos não se demonstram à altura do que o destino lhes entregou como desafio. Resta entender se ter Rodrigo Janot como Procurador-geral da República e Gilmar Mendes como ministro do STF é causa ou efeito.

 

Adriano Nogueira

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