Participamos do

Quem pode fazer frente ao petista Lula na eleição de 2018

01:30 | Fev. 20, 2017
Autor O POVO
Foto do autor
O POVO Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia
[FOTO1]

Um ponto que chama a atenção no resultado da pesquisa CNT/MDA, divulgado na semana passada sobre as eleições de 2018, é o nome de Jair Bolsonaro (PSC-SP) em segundo lugar tanto na estimulada quando na espontânea.


O político polêmico aparece na frente do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Perde só para o ex-presidente Lula (PT) nos cenários em que ambos aparecem.

[QUOTE1]

O professor de sociologia e política da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rodrigo Prando, explica o fenômeno pela capacidade de comunicação do parlamentar através das redes sociais e pelo descrédito da população com os políticos tradicionais após os escândalos de corrupção.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Segundo ele, Bolsonaro tem virado uma espécie de porta-voz do pensamento conservador e de direita do País, que ganha força. O político, inclusive, vem negociando com o PR a possibilidade de concorrer ao cargo na sigla.

[FOTO2]

“Ele está conversando com a direção nacional do PR e tem o desejo de migrar. Seria bom para o partido lançar um nome próprio e ele ser um homem honesto como o Bolsonaro”, afirmou Cabo sabino (PR), coordenador da bancada cearense na Câmara dos Deputados.

[QUOTE2]

Quem também começa a ser apontado como possibilidade forte para a disputa é o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB). Para Prando, isso pode ser resultado da dificuldade da sigla de construir um líder nacional. “O PSDB conseguiu se fortalecer no processo de derrocada do PT, mas tem dificuldade de colocar uma liderança de expressão nacional na disputa”, diz.


A divisão do partido em muitos nomes é também apontada pelo deputado federal tucano Raimundo Gomes de Matos, que explica a baixa porcentagem de Aécio e de Alckmin na pesquisa. “O PSDB tem vários nomes, o que divide a preferência”, argumentou.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente