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Vereador quer cruzada contra as drogas em Fortaleza

2017-01-21 01:30:00
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Emanuel Acrízio (PRP), 43, líder do partido na Câmara, trabalha com a dependência química em Fortaleza desde 1998. Eleito vereador em sua primeira campanha com discurso maior de combate às drogas, pretende ser a voz da causa na Câmara Municipal até, pelo menos, 2020.


O que pode se estender para 2024. Isso porque Emanuel Acrízio, que foi conselheiro tutelar da Regional IV de Fortaleza durante oito anos e secretário-adjunto da pasta de Esportes do Estado, não esconde pretensão de construir uma carreira política duradoura, até sua “aposentadoria”. “Sempre dizia, quando ia falar de política, que tinha um projeto de 20 anos. Eu tenho 43 anos e quero me aposentar com 63 anos saindo pela porta da frente”, conta, revelando que tem o sonho de ser deputado federal – e levar até o Congresso a luta contra a drogadição. “Vou tentar focar muito nisso porque, como sempre digo, eu olho sempre pra esse nicho. É um câncer que precisa de um olhar muito cuidadoso porque senão vamos conviver com zumbis”, afirma.


Confira a entrevista da série do O POVO que apresenta os novos vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza.


O POVO - Quais pautas o senhor traz para a Câmara?

Emanuel Acrízio - Vou usar meu mandato, que a Fortaleza generosamente me deu, pra que eu possa trabalhar em benefício da coletividade, pautando em três áreas: esporte, saúde, combate às drogas e crianças e adolescente. No esporte, o que idealizo é apoiar, com incentivo, a todas as modalidades e faixas etárias. Fui votado em 96 bairros. Andando por eles, vi que o prefeito RC fez um trabalho muito bom nas areninhas, que resgata pessoas, que passam a frequentá-las e elas tem vida própria. Mas precisamos ter um olhar para outros esportes, como vôlei, basquete. A areninha é mais voltada para o futebol. Mas na mesma comunidade tem pessoas que desejam praticar esses esportes. Para o combate à droga, o que eu via como conselheiro tutelar era a necessidade de efetivação de políticas públicas para enfrentamento da dependência da substância do crack. O crack é um câncer da sociedade. Precisamos ter um olhar cuidadoso sobre ele. Com isso, ter equipes multidisciplinar de médicos, psiquiatras, psicólogos, professores de artes. Também avanço nos CAPs e outras entidades que trabalham com saúde e educação. Para a saúde, penso em apoiar os novos processos de trabalho da atenção primária de Fortaleza, nos postos, que é consulta com hora marcada e os pontos eletrônicos de profissionais. RC, na primeira gestão, fez concurso público para o nível médico – técnico de enfermagem e técnico de saúde bucal. Temos que fazer concurso para nível superior, para médico, dentista e enfermeiro. O último concurso foi em 2006.

OP - O senhor ter histórico de trabalho com dependentes químicos, em centro educacional e até mesmo no conselho tutelar. Como entrou nesse trabalho?

Emanuel Acrízio - Sou do Conjunto Ceará, e eu via que as pessoas olham para os meninos dependentes com olhar de marginal. Fui trabalhar pra tentar ressocializá-los. Quando comecei, em 98, a droga ainda não estava tão avançada como está hoje. Hoje já temos o neto do crack: já passaram as gerações, o filho, o pai, e chegamos no neto. A gente tem que ter um cuidado, por isso que fui trabalhar lá. Mas lá eu vi que a gente precisava avançar, precisava sair só do centro educacional e legislar pra poder ajudar a população.

Por isso a necessidade de chegar a ser vereador.


OP - Dá pra combater às drogas via Câmara Municipal?

Emanuel Acrízio - Pelo menos ser voz ativa aqui na Câmara e alertar Fortaleza para esse câncer que está instalado na nossa sociedade. E também ampliar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), melhorá-los, para focar nisso e ter atendimento. É preciso combater de frente.

OP - O senhor foi eleito já na primeira campanha. Tem pretensões políticas, em construir uma carreira e uma imagem?

Emanuel Acrízio - Tenho. Sempre dizia, quando ia falar de política, que tinha um projeto de 20 anos. Eu tenho 43 anos e quero me aposentar com 63 anos saindo pela porta da frente. Quero chegar a deputado federal pra defender o meu estado. Vou ficar na Câmara esse mandato, até pra ganhar experiência, e porque o eleitor me escolheu pra ficar por quatro anos. Quero esse mandato e uma reeleição. Após isso, quero ser deputado federal. Não sei quando, mas vou trilhar esse caminho. Pra esse momento, ficarei muito feliz se eu conseguir resgatar esses jovens da drogadição. Vou tentar focar muito nisso porque, como sempre digo, eu olho sempre pra esse nicho. É um câncer que precisa de um olhar muito cuidadoso porque senão vamos conviver com zumbis se não atuarmos logo, no município, no poder público e com a ajuda da sociedade. Hoje todo mundo tem usuário ou na própria família ou no vizinho, o que mexe com toda uma estrutura. O usuário de drogas mexe com pai, mãe, tio, os vizinhos, a comunidade toda. É um doente, e não um marginal.

 

SERVIÇO

 

Saiba como entrar em contato com o vereador Emanuel Acrízio (PRP)

Email: [email protected]

Telefone: (85) 3444-8370

Gabinete: nº 14

Leia segunda

Entrevista com Idalmir Feitosa (PR), que já foi vereador por cinco vezes, mas sem reeleição desde 2008

 

Adriano Nogueira

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