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Ciro participa de atos em Fortaleza e Sobral

| RETA FINAL | Ontem, no Rio, o pedetista afirmou que Haddad não terá 'energia' no segundo turno

25/05/2019 08:02:23

Na véspera do primeiro turno, o candidato Ciro Gomes (PDT) realiza hoje, às 9 horas, carreata em Fortaleza e, às 16 horas, caminhada em Sobral. Ele e demais presidenciáveis tentam 'furar', na reta final, a polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Em busca de se cacifar para garantir uma vaga no segundo turno, Ciro disse que Haddad "não tem energia e autoridade" para ultrapassar Bolsonaro. O presidenciável do PDT - terceiro colocado na última pesquisa do Datafolha, com 11% das intenções de voto - minimizou seu desempenho e disse que "a virada é completamente provável" no pleito de amanhã.

As declarações de Ciro foram dadas na favela da Rocinha, zona sul do Rio, onde o ele realizou um ato de campanha debaixo de chuva. Ao falar sobre Haddad, Ciro repetiu a estratégia de bater no desempenho eleitoral do petista nas eleições de 2016, quando ele perdeu a disputa à reeleição para João Doria, do PSDB, no primeiro turno, algo inédito na cidade.

"Eu nunca perdi no meu lugar (Ceará), nunca, nenhuma vez, e tenho honra, felicidade e gratidão por isso. E o Haddad disputou a última eleição há menos de dois anos e perdeu para um farsante como o Doria em todas as zonas de São Paulo", afirmou. "Ele não é má pessoa, eu não tenho nada contra a personalidade dele, mas ele não tem a energia, não tem a autoridade que é a marca para enfrentar essa onda fascista que quer tomar conta do Brasil", disse Ciro.

Ainda tentando se viabilizar como terceira via, Marina Silva (Rede) criticou Haddad, de quem disse querer controlar o Judiciário, e Bolsonaro, a quem chamou de "saudosista da ditadura".

Também na capital fluminense, Alckmin avaliou como "normal" o fato de integrantes do seu partido declararem apoio a outro concorrente nas eleições - em uma referência aos tucanos que optaram por Bolsonaro. E fez um contraponto afirmando ter recebido também o apoio de governadores do MDB.

"As manifestações são normais, eu também recebi nessa semana (apoio de) dois governadores que não são do meu partido", disse, a respeito dos governadores de Santa Catarina, Eduardo Moreira, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, ambos emedebistas. (com Agência Estado)

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