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VERSÃO IMPRESSA

Inspiração positiva ou frustração?

A proposta é se observar! O uso que você faz das redes sociais contribuem para sua qualidade de vida ou causam sentimentos negativos? Especialistas discutem o tema!

00:00 | 09/12/2018
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Quanto tempo por dia você dedica às redes sociais? Isso te frustra ou te inspira de uma forma positiva? Perfis digitais, com milhares de seguidores geralmente, fazem o retrato de uma vida perfeita. Momentos felizes, viagens, ostentação do dia a dia, meditação e idas tranquilas à academia são conteúdos expostos a cada minuto por usuários de plataformas online e consumidos avidamente por quem, nem sempre, consegue viver e ser aquele ideal de perfeição desejado. É aí que mora o perigo!

 

Ainda neste semestre, o Instagram anunciou a chegada à marca de um bilhão de inscritos ativos após oito anos desde o seu lançamento. A informação, revelada pelo site Canal Tech, entrega um crescimento acelerado da rede que, no momento atual, encontra-se em quinto lugar no ranking das plataformas online mais acessadas no mundo. O Facebook lidera a lista com mais de dois bilhões de usuários.

 

Os números deixam claro o envolvimento crescente das pessoas com as redes. A atualização constante de novas ferramentas no mundo online acaba sendo um verdadeiro convite a entrar na vida do outro.

 

No Instagram, Facebook e Whatsapp, por exemplo, vídeos em momentos reais podem ser postados e permanecem pelo período de 24 horas no perfil. O usuário que assistir pode interagir diretamente com quem publicou por meio de mensagens privadas, além de ter a opção de salvar as publicações e ainda compartilhar com outras pessoas.

 

Esse movimento de troca de informações pessoais começa a ser um problema quando interfere, de forma negativa, na vida de quem absorve. A necessidade de acompanhar a vida de terceiros pode ser, para algumas pessoas, um passo a mais para problemas como depressão, ansiedade, baixa autoestima e distúrbios de imagem.

 

Outro fator que preocupa especialistas é o tempo gasto diariamente por usuários das redes. Dados expostos pelo relatório "2018 Globo Digital", da We Are Social, afirmam que a maior parte dos adeptos à Internet no Brasil gasta mais de três horas por dia navegando em plataformas sociais.

Nesta edição, Pause conversou com profissionais que ajudam a entender a necessidade que bilhões de pessoas no mundo sentem em estar ligadas, por tempo indeterminado, nas plataformas online de relacionamento. Explicam também como é possível driblar os riscos que o consumo e absorção das redes podem representar com vistas a uma navegação equilibrada e madura.

 

Como reconhecer uma rede social?

 

Plataformas onlines, aplicativos e redes sociais acabam ganhando as mesmas características para algumas pessoas. O site Oficina da Net, responsável por divulgar informações de rankings no mundo virtual, explica que as redes sociais se diferenciam por serem plataformas que proporcionam relacionamentos entre pessoas e possibilita a troca de experiências individuais e em grupos.

 

O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS?

 

Falsa Felicidade_

O bom senso é o termômetro que a psicóloga de orientação psicanalítica Fátima Gadioli usa para medir a frequência no uso das redes sociais. Ela conta que a "falsa felicidade" exposta na Internet não deveria afetar os usuários. "Se a felicidade do outro incomoda tem algo de errado com a própria pessoa. Acho as duas pontas tristes, quem tem que publicar e quem pode se ressentir com isso", explica. Fátima também pontua que o vício pelas plataformas online pode gerar distúrbios classificados pela Organização Mundial da Saúde, um deles é uma síndrome conhecida como FOMO-Fear of Missing Out (tradução: medo de ficar de fora). Problemas como depressão e ansiedade também entram na lista. A dica é procurar por um especialista quando perceber que a aproximação com as pessoas de forma virtual está maior do que a de forma real.

 

Relacionamentos reais_

A primeira psiquiatra brasileira a ter certificação em Medicina do Estilo de Vida, Ana Paula Carvalho, defende a ideia de que precisamos de relacionamentos reais se quisermos manter a saúde em dia. Para ela, amizades virtuais não equivalem às reais; a troca não é a mesma. Uma pessoa que passa seus dias se relacionando com os outros por meio de smartphones ou tablets não deixa de estar em isolamento social, principalmente se desmarca programas com amigos em virtude de jogos eletrônicos ou interações pela Internet. Ana Paula também ressalta que estudos comprovaram que o isolamento social é tão ou mais nocivo ao organismo quanto a obesidade e pode desencadear doenças físicas e psiquiátricas, como problemas cardíacos e depressão.

 

Conexão do bem_

A psicóloga especialista em neuropsicologia Thaís Ramos conta que, mesmo com a crescente dificuldade em se desprender do virtual, as pessoas podem encontrar caminhos para tornar o uso das redes sociais saudável. A primeira dica é selecionar os seguidores. É necessário acompanhar perfis que contribuam com informações produtivas e que tenham ligação com seu dia a dia. Assim, essa troca de informações passa ser uma aliada no crescimento pessoal e profissional. Para saber equilibrar os horários de uso da Internet, vale fazer um cronograma de atividades semanais para que, assim, seja possível visualizar a rotina e poder encaixar o uso das redes sociais de forma adequada nela.

 

Mundo vazio_

"Todo conteúdo publicado nas redes sociais retroage de forma concreta para a sociedade", pontua o doutorando em Comunicação e Cultura Midiática Leonardo Torres. O pesquisador fala que as pessoas buscam nas redes sociais uma forma de aliviar o vazio que sentem internamente. "O mundo quer que a gente seja feliz o tempo inteiro e a forma mais fácil que encontramos de transparecer isso é postando nossos almoços, viagens e outros momentos do dia a dia nas redes sociais", explica. Para Leonardo, é necessário tentar se blindar desse excesso de informação. A dica dele é tentar passar um tempo longe das redes e ver como isso influencia na vida. O equilíbrio é a palavra para essa questão. Tente eliminar os excessos e procure contatos reais 

 

Limites_

"Minha filha, a Nicole, tem 14 anos e vivemos um dilema quando o assunto é rede social. Se eu não limitar, ela passa o dia inteiro assistindo vídeos no Youtube. O grande problema é a preocupação por eu não ter conhecimento de tudo o que ela ver. Não sei se os conteúdos são indicados para sua idade. Então tento estar atenta, incluir horários na rotina e tentar fazer programas fora de casa para que ela esqueça mais o celular"

 

Carla Nuncia, empresária

 

Cotidiano_

"Eu percebi que as redes sociais interrompiam minhas atividades do dia a dia. Tento me policiar, mas, ainda assim, não gasto menos do que cinco horas por dia conectada. Isso já me prejudicou. Às vezes, acabo mudando meus horários pelo tempo que gastei a mais nas redes sociais. Também deixo de dormir o tanto que deveria dormir por isso. Mas vejo como uma ferramenta de trabalho que precisamos"

 

Beatriz Saraiva, arquiteta e urbanista e professora de ballet

 

Trabalho_

"Sou totalmente dependente do meu celular, não consigo ficar sem. Lógico que, quando estou com amigos e familiares, eu tento equilibrar, mas confesso que passar um dia off-line é impossível pra mim. Acredito que se juntar todos os minutinhos que uso no dia, consigo somar mais de três ou quatro horas só nas redes sociais. À noite, quando chego em casa, vou responder e-mails, directs no Instagram, salvar fotos de inspiração para as produções de final de semana, respondo propostas de trabalho. Enfim... é meu segundo expediente do dia!"

 

Alexia Marina, influenciadora digital e publicitária

 

Conexão_

"Eu chego a me assustar com o tempo que eu passo nas redes sociais. Durmo em torno de seis a sete horas por dia e, tirando esse tempo, estou sempre com o celular e online. Nos finais de semana eu me dou o luxo de me desligar um pouco. Tenho mais de 80 mil seguidores e tento estar sempre em conexão com eles. Já tive insônia por isso e me julguei viciada por uma época, mas hoje eu tento me policiar. Entendo também que a falsa felicidade das redes sociais é um problema. Ninguém sabe o que o outro está passando. Vejo as pessoas bastante ligadas principalmente em postagens que mostram o corpo. Temos que entender que o perfeito não existe"

 

Mônica Pinto, influenciadora digital e estudante

BÁRBARA BEZERRA

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