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O mundo em 10 cordas

01:30 | 19/03/2018

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Do crescimento em Brasília ao reconhecimento internacional, o músico carioca conta como conquistou o mundo usando as 10 cordas do seu bandolim.

 

Hamilton de Holanda atingiu o impossível. Músicos brasileiros com qualidade técnica impecável, reconhecimento internacional e agenda lotada de eventos em salas de concertos temos muitos. Mas muitos desses ainda mereciam mais reconhecimento. Já Hamilton tornou-se estrela pop. Já tocou com uma infinidade de artistas das mais variadas matizes e isso ajudou a levar multidões para suas apresentações solo.

 

A história de Hamilton de Holanda Vasconcelos Neto começa na capital carioca no dia 30 de março de 1976. Onze meses depois, ele foi levado para Brasília, onde cresceu e descobriu sua maior paixão, o bandolim. Mais que dominar o instrumento que deu sobrenome ao mestre Jacob, seu ídolo, o músico filho de pernambucanos quis recriar aquele instrumento e lhe dar novo sentido.

 

Conseguiu. Depois de algumas experiências, Hamilton de Holanda lançou, em 2005, 1 byte 10 cordas, primeiro disco gravado apenas com um bandolim de 10 cordas no palco. Nada de samplers, acompanhamento, ou voz. Apenas ele e o instrumento, que àquela altura já não poderiam ser tratados no plural. De passagem para uma temporada em Fortaleza, Hamilton contou essa história, sem pressa e com muito bom humor.

 

O POVO – A música instrumental não é popular no Brasil. No entanto, você
tornou-se um músico popular que promove shows lotados e eventos para multidões, como o Baile do Almeidinha. A que você atribui esse sucesso?
Hamilton de Holanda – É a vontade de chegar no ouvido do povo. Assim como as músicas que me encantam, eu fico também querendo que as pessoas ouçam minha música com o mesmo encantamento. Entendendo que a voz, é claro, é um instrumento que todo mundo tem e qualquer um pode repetir. E também não é porque eu sou um músico instrumental que eu só faço música instrumental e eu não gosto de música cantada. Desde pequeno, eu tive possibilidade de me desenvolver no choro, que é instrumental por natureza. No Brasil, a identificação vem daí. As pessoas se identificam. “Ah, meu avô adora isso, meu pai adora essa música”. Então existe uma coisa familiar no que eu faço e as pessoas se reconhecem por isso.

 

OP – E fora do Brasil?

Hamilton – Fora do Brasil, os caras ficam impressionados por aqui ter uma variedade imensa de estilos, de sotaques, e ainda tem uma música instrumental que é muito rica. E que partiu do choro mas que hoje sofre influências diversas, inclusive do jazz, que eu adoro. A questão da popularidade vem também de uma outra parada. Um belo dia eu descobri que a gente não faz nada sozinho. Então eu procurei parcerias. Já tive grupos de diferentes, parcerias diversas com pessoas de diversos estilos. Talvez por eu ter sido criado em Brasília, que é uma cidade que não tem ainda uma tradição totalmente firmada. Isso me colocou num lugar em que eu posso dialogar com várias tradições e encontrar um caminho que é só meu, que ninguém faz igual. Você ouve a música nordestina - porque meus pais são pernambucanos -, você ouve o choro, o jazz, um pouco da música flamenca. Eu consegui ter no que eu faço uma pluralidade. Até o cara que é roqueiro fala pra mim: “você tem aquela pegada do roqueiro”. Porque também, na época que eu era adolescente, o que se ouvia no Brasil muito era o Legião Urbana, o Capital Inicial, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho... Eu também peguei um pouco disso e acho que as pessoas gostam. As pessoas não gostam de música instrumental porque não têm a possibilidade de ouvir. E eu vou cavando os buracos. Tenho essas possibilidades de um dia estar tocando com um cara da França, outro dia com um americano, outro dia com um cearense. Eu entendi muito novo que a música nos emociona, nos faz feliz, pode trazer tristeza também, mas, acima de tudo, ela é social. Foi feita para você se aproximar das pessoas e as pessoas se aproximarem de você. Até tem uma função educacional também. Eu estudei desde muito pequeno violino, violão. Depois me formei na universidade. Fui um dos fundadores da Escola de Choro Raphael Rabello, lá de Brasília. Ensinei na escola de música, que foi onde estudei. Então eu tive a sorte de ver a música em 360°. Eu sempre quis tocar bem, mas esse é só um dos aspectos. Não é o principal. O principal é você, num momento de dificuldade, ver que a música faz as pessoas pensarem de um jeito diferente. Te tira da caixinha. E hoje pratico isso nessas parcerias.

 

OP – Tem alguma dessas parcerias que tenha tido um valor especial? Alguém que, quando você trabalhou junto, pensou “cheguei lá”?

Hamilton – Ah várias, várias. Desde o começo, na verdade. Pequenininho eu já tive a alegria de tocar com o Época de Ouro, que foi o conjunto que tocou com o Jacob (do Bandolim). Tem o Armandinho Macedo, sabe? Desde pequeno já tinha a coisa do “como é que eu tô no meio desses caras aqui?”. E quando eu conheci o Hermeto (Pascoal) e toquei com ele pela primeira vez. Quando eu conheci o Milton Nascimento e toquei com ele pela primeira vez. Quando toquei com o Chico Buarque pela primeira vez. Quando toquei com o (Gilberto) Gil. Enfim, não vou citar todos. Eu tô ali no palco também como espectador. É tipo um camarote VIP, especial. Acaba que isso me dá combustível pra eu querer fazer mais e mais.

 

OP – Aos poucos, você também vem se mostrando como cantor até planeja gravar um disco todo cantando. Isso também é pra tornar seu trabalho mais popular?

Hamilton – É... Tá na mente (um disco todo cantando). Não é agora pra esses próximos meses, mas vai rolar. Mas não é pra deixar o trabalho mais popular. Pra isso são as parcerias que eu faço com os cantores. Isso sim. Quando eu toco com Zeca Pagodinho, João Bosco, com o Diogo Nogueira, eu sei que isso leva minha música, que amplia. Mas o “fazer a música” não tem a ver com isso. Tem a ver com uma coisa mais profunda, que é aquela busca incessante pela beleza, por algo que toque as pessoas. Eu tenho a consciência de que, quando estou com um cantor, as portas abrem de uma forma mais ampla, vamos dizer assim. Mas o principal é gostar da pessoa e tocar com ela.

OP – Você é reconhecido como um renovador do choro, mas também tem um olhar cuidadoso para a tradição. O que é tradicional e o que é moderno na sua música?

Hamilton – Você sabe que em todos os discos que eu gravo, desde a época em que comecei a trabalhar, eu coloco: “moderno é tradição”. É uma frase que acho que é bem o que eu penso, o que eu vivo. Eu não quero ser moderno porque daqui a um dia já passou, o futuro é inalcançável. E a tradição eu não vou conseguir fazer porque ela já está feita. Então eu vou conseguir aprender e, daí, botar o meu olhar. E o meu olhar está no “é”. Eu procuro uma música que eu não tenha feito ainda, que ninguém tenha feito ainda, mas que passe por esse respeito pela tradição. Afinal de contas, eu só toco porque eu aprendi o Jacob, o Pixinguinha, o (Ernesto) Nazareth. De alguma maneira também saber que esses caras existem eu acho que eleva minha própria autoestima, que eu tô no caminho. Mais ainda, acho que eleva a autoestima do País. Você olhar pra trás e ver um Pixinguinha, dar o devido valor a essas tradições, tem essa importância de autoestima mesmo. Não quero ser moderno, e tradicional não vou ser por que eu sou de hoje. Amo o passado. Adoro botar uma música antiga, um Orlando Silva. Mas também adoro um som diferente, um som de teclado, com uns timbres diferentes. Estou até com um trabalho novo chamado O Som da Imagem que é o bandolim, mas tem dois teclados. Tem uma coisa diferente, de encontrar timbres cósmicos.

 

OP – Como foi sua passagem pelo estudo formal em música?

Hamilton – Eu tive uma formação bem ampla também porque não tinha professor de bandolim em Brasília. Então meu pai me colocou um professor de violão e, ao mesmo tempo, eu estudava violino, que é a mesma afinação do bandolim. Isso é o começo. Daí eu cresci um pouco mais e me interessou tocar violão, que foi o que mudou minha vida, abriu minha cabeça. Dei de cara com a harmonia, os acordes, o que no bandolim, como solista de choro, eu não tinha passado. Depois, acabei me formando na Universidade de Brasília em Composição. Na verdade, teve uma passagem aí que foi engraçada porque meu pai era economista, meu avô contador, meu irmão também fazia contabilidade e minha mãe disse: “ah, você vai fazer música?”, preocupada com a dificuldade da vida de músico. Acabei fazendo vestibular pra Engenharia Civil e pra Contabilidade, e passei em Contabilidade. Fiz um pouco da faculdade, mas aí chegou no segundo semestre e eu assinava a chamada e ia embora, tocar ou fazer qualquer outra coisa. Abandonei o curso e fui fazer vestibular pra música e me tornei bacharel em composição. Mas, enquanto isso, era as rodas de choro, as jam sessions, as rodas de samba. Minha formação foi dos dois lados, a acadêmica e a de rua.

 

OP – Ainda jovem, você teve um encontro em Fortaleza com o bandolinista Jorge Cardoso, numa roda de choro. Que história é essa?

Hamilton – Foi maravilhoso, porque o Jorge é um pouquinho mais velho que eu, mas a gente era muito jovem. E a primeira vez que eu o vi tocar, fiquei de boca aberta. Pô! O cara jovem também, que conhece esse repertório todo antigo do Jacob, tocando pra caramba. Eu não o conhecia, mas a gente tinha amigo em comum que é o Marco Cesár, bandolinista de Recife. Foi ele, inclusive, quem falou: “Jorge, tem uns meninos de Brasília aqui”. E falou pra mim, “Tem o Jorge lá de Fortaleza, que toca pra caramba. Você precisa conhecer esse cara”. Quando eu o vi pela primeira vez, fiquei chocado. Depois a gente se tornou grandes amigos.

 

OP – E quando você o conheceu, estava fazendo o que em Fortaleza?

Hamilton – Férias. Eu sempre passei férias no Nordeste. E sabe como é músico, né? Tipo agora, que o Cainã (Cavalcante) está aqui. Bora se encontrar, tocar, fazer uma roda de choro.

 

OP – Qual é a visão que o exterior tem do Brasil musicalmente?

Hamilton – Acho que é uma visão bem realista. Primeiro de que a gente tem um talento natural para música, que o brasileiro tem uma cultura muito forte, é um povo muito criativo. E, politicamente, eles veem igual aos próprios países, cheio de defeitos e que precisa ter uma constante busca de um equilíbrio. Entendem que corrupção tem no mundo inteiro, não acham que é uma coisa exclusiva do Brasil. E torcem. Eu, como músico, sou sempre muito bem recebido. Imagina esses caras todos que fizeram a história da música brasileira fora. A Bossa Nova, Caetano, Gil... Então eles já têm uma predisposição positiva. Música brasileira, eles já gostam.

OP – No seu site tem um link para um vídeo seu tocando na posse do Joaquim Barbosa no STF. Tem ainda uma foto onde você parece estar trocando olhares com a ex-presidente Dilma Rousseff. Com as posturas cada vez mais radicais, até que ponto um artista pode ou deve se posicionar politicamente para o público?

Hamilton – Acho que o artista tem que se posicionar politicamente, na verdade, diariamente. E, principalmente, trabalhando com jovens e crianças. Minha posição sempre foi essa. E ainda se associando a boas iniciativas que levem essas crianças e esses jovens a estarem sempre ligados a uma boa educação, a dar valor ao que os bons brasileiros já fizeram no passado, a olhar pra exemplos positivos. Então é um enfrentamento sem ser porradaria, entendeu? É uma coisa diária, um regar diariamente através de workshops, de palestras. Porque, realmente, atualmente não dá pra discutir. A gente está de um jeito que a ferida está muito exposta. Não adianta a gente ficar cavucando ela. Então, eu quero sempre ter esse compromisso diário com o Brasil. E meu compromisso é esse. É pesquisar quem são os políticos, procurar os políticos mais jovens, que tenham o compromisso com a educação, principalmente.

 

OP – Na sua avaliação, quem é ou foi o maior músico brasileiro?

Hamilton – Ah... Acho que tem os maiores. Hermeto (Pascoal), Baden (Powell), Pixinguinha, Tom Jobim, Villa-Lobos.

 

OP – Você não aponta “o maior”?

Hamilton – É difícil. Porque a música é diferente de uma objetividade de uma partida de futebol. Quem fizer ganha. Na música não tem isso. Eu tenho minhas preferências. Tem ainda o Egberto (Gismonti)...

 

OP – É um empate técnico?

Hamilton – É, é sim. Eu diria que é a situação que vai fazer (a escolha). Depende do lugar, do público. Se a gente escolher Tom Jobim, vai estar bem escolhido. Mas se a gente escolher o Pixinguinha, também vai estar bem escolhido. Não que um seja menor ou maior que o outro.

 

OP - Esse ano completaram-se 100 anos do nascimento de Jacob do Bandolim. Que importância ele tem para a música brasileira hoje?

Hamilton – Acho que o Jacob tem importância como músico e como pesquisador também. Como músico, ele inventou o bandolim brasileiro. Até o próprio formato do bandolim foi um pedido que ele fez a um luthier de guitarra portuguesa. Antigamente era um formato igual ao bandolim português, que é tipo uma pera. Então, além do jeito de tocar, ele definiu um formato do instrumento. E, como pesquisador, ele se tornou um defensor da música brasileira. Ele teve até uma certa chatice, vamos dizer assim. Ele foi olhado como um cara mau humorado, mas eu entendo hoje que é o que ele precisava fazer na época. Ele defendia a música brasileira para se manter um padrão, inspirado no Nazareth, nos caras que vieram antes dele. E não que ele não ouvisse outras coisas. Recentemente encontraram umas gravações (de Jacob) e tem de tudo, jazz, música clássica... Não é que ele era um cara fechado pras outras coisas, não. Ele só queria que se desse o devido valor pra nossa cultura. Então acho que isso é importante pra gente ter como exemplo.

 

OP – Você é apontado como o idealizador do bandolim de 10 cordas. Mas o Jacob já tinha uma experiência nesse sentido. Como é essa história?

Hamilton – Olha, na minha história, tive alguns bandolinistas que me inspiraram. O Armandinho (A Cor do Som) primeiro. Inclusive eu vi a guitarra dele de cinco cordas e vi um bandolim elétrico que ele tinha, de 10 cordas. O Cincinato, um cara do Rio de Janeiro que morou em Brasília, e ele tocava de um jeito que o pessoal falava “o Cincinato toca armado”. A cada nota, tinha um acorde, então era um jeito de harmonizar. E o violão, como eu te falei lá atrás, me abriu a cabeça para essa parada de harmonia, de acorde. Então, foram essas três entidades que me fizeram ter a ideia de aumentar meu bandolim e criar uma maneira de tocar.

 

OP – Então é mais que aumentar o bandolim. É encontrar uma forma de tocar.

Hamilton – É, é sim. Então, o que acho que criei foi isso. Foi uma forma de tocar o bandolim que se parece com piano, que se parece com violão, com o acordeom. E que, depois do momento que eu comecei a tocar, todos os luthiers do Brasil passaram a fazer bandolim de 10 cordas. E o próprio Armandinho voltou a tocar o bandolim de 10 cordas dele. E muito depois que eu fui descobrir que o Jacob tinha tentado essa ideia. Então, acho que é como em ciência. Se você vai conversar com cientistas, por exemplo, não é o cara que descobriu uma coisa. Na verdade, existe uma comunidade que vai pesquisando e, por sorte ou por muito trabalho, tem um que vai lá e coloca o tijolo final. Acho que eu sou esse cara que fui lá e coloquei e disse “olha aqui, gente. Olha o que dá pra fazer com o bandolim”. Eu pude mostrar pras pessoas, pros outros bandolinistas, que a gente pode fazer um show só com bandolim. A gente pode fazer uma composição onde estão todos os elementos da música – harmonia, ritmo e a melodia – só com o bandolim. Aí tem gente que diz que o Hamilton inventou o 10 cordas, o pioneiro... Eu não sei nem que nomenclatura vou dar, mas o que eu criei foi isso. Acho que consegui, a partir de ideias bacanas. mostrar o que o bandolim pode fazer.

 

OP – Demorou até chegar a esse formato?

Hamilton – O primeiro disco que eu fiz solo foi em 2005. E o primeiro bandolim que eu recebi (com 10 cordas) foi em 2000. Foram cinco anos. Mas no primeiro disco que eu assino como Hamilton de Holanda – antes eu gravava como Dois de Ouro, que era o grupo que eu tinha com o meu irmão – eu já coloquei ali um arranjo do Carinhoso solo, que foi minha primeira experiência. Só que, até antes do 10 cordas, se você olhar minha discografia com o Dois de Ouro, tanto no primeiro disco quanto no segundo, eu já gravei uma música com o bandolim solo. Ainda não era de 10, mas era solo, de oito. Então não foi uma coisa do nada, foi construída. E o primeiro disco só de bandolim mesmo, de 10, foi em 2005, que chama 1 byte 10 Cordas.

 

OP – Você ganhou de presente da família do Jacob do Bandolim um instrumento que pertenceu a ele. Foi esse que tinha 10 cordas?

Hamilton – Foi esse mesmo. Olha que presente que a vida me deu. Tem só que levantar as mãos pro céu, não é, bicho? Só agradecer.

 

OP – Você tem 41 anos e já é um músico estabelecido, com uma carreira respeitada, reverenciada internacionalmente. Você é realizado com o que tem ou ainda não?

Hamilton – Eu vou te dizer que eu me sinto realizado por que várias coisas que eu sonhei eu consegui alcançar. Inclusive em ter uma família maravilhosa, minhas duas filhas, minha mulher. Isso é um presente que ganhei na vida. Mas eu sou inquieto. Ao mesmo tempo, eu tenho uma insatisfação positiva, de querer ainda descobrir uma coisa que eu não fiz como músico, como ser humano. Como ajudar as pessoas, compartilhar as coisas que eu tenho, como compor uma música nova. Agora mesmo eu fiz uma música com um amigo que é de uma outra praia, que é o Alexandre Carlo, do Natiruts. Eu deposito a minha insatisfação nesse tipo de coisa, que parece que é muito diferente. Até, às vezes, parece inalcançável. Por exemplo, eu quero tocar com a filarmônica de Berlim um dia. Não sei quando vai ser, mas eu vou tocar um dia com essa orquestra que eu acho fabulosa. Então é um misto de satisfação total e gratidão pela vida que eu tenho, com uma inquietude incessante que eu acho que vou ter até morrer. Eu me sinto às vezes aquele Benjamin Button, que nasce velho e vai ficando mais novo, sacou?

 

Em Fortaleza

HAMILTON de Holanda esteve na Capital em fevereiro para temporada do show Eu Vou Pro Samba, junto com João Bosco, na Caixa Cultural. A conversa sobre a parceria com o mineiro pode ser conferida em goo.gl/SgoYvH 

 

Parcerias

VÁRIAS PARCERIAS de Hamilton de Holanda foram registradas em disco e duas se destacam. Gismontipascoal (2011) é um trabalho de piano e bandolim em parceria com André Mehmari em homenagem a Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal. E Bossa Negra (2014) é uma bem sucedida parceria com
Diogo Nogueira

 

Homenagem

ENTRE OS PROJETOS de Hamilton para este ano está um box com seis discos homenageando Jacob do Bandolim. Com diferentes perfis e formações, o trabalho vai reunir uma parte substancial das composições de Jacob. Ainda em processo de gravação, Hamilton adianta que um disco será voltado para crianças (com sonoridade de caixinha de música).

 

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