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Jornal

Sobre o prazer da leitura e da escrita

25/01/2019 06:37:34

Um professor - e não importa de que campo do conhecimento - deve estar sempre atento às leituras de seus alunos, supervisionando-os. Afinal, o ato de ler não é algo simples. Ao contrário, exige do receptor da mensagem: atenção, raciocínio e memória. Assim, não basta ler, tem que saber ler!

Além desses aspectos, discorrer sobre a leitura envolve formas de pensar. Em tal contexto, escrever é a outra expressão do ato de ler, e deve-se fazer isso com eficiência e sensibilidade para o discurso do outro - haja vista a importância do diálogo presente no processo. Mas o Brasil lê mal. Há mesmo pesquisadores - como Cláudio Moura e Castro - que afirmam que nossa incapacidade de decifrar um texto escrito se deve a um erro sistêmico. Segundo ele, a escola brasileira estaria ensinando sistematicamente errado.

Sem alarmes, entretanto, pergunta-se: por que será difícil para o estudante ler e redigir com segurança? Algumas razões são pertinentes: talvez realmente o estudo da língua que dissocie reflexão e prazer - e como os desejam unidos Rubem Alves e Jean Piaget! - sugira novas abordagens. Talvez o imperativo do conhecimento prescritivo das regras da gramática: elas são fundamentais, mas desde que sejam contextualizadas, ligadas ao uso real da língua falada ou escrita na comunicação do dia a dia.

Em todo o quadro, tem-se como certo não haver receita pronta. Isso significa, portanto, que os educadores envolvidos com a leitura/escrita devem ter a capacidade de reconhecer possíveis problemas na área e - a partir daí -tentar novos percursos.

Nessa perspectiva, sugere-se - ao professor: interesse e foco mais no aluno do que nos métodos (segundo também Piaget!) - e à escola: potencialização nas aulas de leitura, trabalhando ainda com mais vigilância os universos da compreensão e interpretação!

E para finalizar este texto, reafirmadas as possibilidades de mudança, que seja preservada a base essencial do processo: a valorização "prazerosa" do ato de ler e o convite à escrita como forma de interferir no mundo. n

Carlinhos Perdigão

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