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Resposta ao tempo

14/06/2019 01:31:15
Marinaldo Clementino Braga
Economista
Marinaldo Clementino Braga Economista (Foto: Tatiana Fortes /O POVO)

O tempo é o senhor da razão, pois coloca as coisas em seu devido lugar, muitas vezes resgatando verdades escondidas que, na realidade, preservam mentiras legitimadas por personagens ou instituições cuja conjuntura dos acontecimentos enganou muita gente, na onda de uma mídia representante da chamada Casa Grande.

Em artigo publicado em 22/3/2019, Saraiva Jr discorre sobre o fenômeno do tempo a partir das relações entre as pessoas, tanto na esfera pública como na privada, tornando-as algo insuportável nos seus cotidianos. No meu entendimento, o referido tempo "aprisiona e liberta" os seres humanos nos seus diferentes contextos sociais, o que nos faz refletir sobre a quadra histórica atual em que vivemos, permeada por preconceitos e ódios de classe, que retroage nas conquistas de uma sociedade que precisa consolidar-se como democracia.

Ao aprisionamento do sistema democrático burguês presente nas falas de muitos que nutrem simpatias por regimes ditatoriais, devemos ter coragem de lutar pelo Estado de Direito, colocando a liberdade como direito fundamental e inalienável. A Revolução Francesa, que agregou fraternidade e igualdade como essência de uma formação social evoluída, concretizou esses direitos dando sentido à tragédia humana e à nossa própria existência.

Portanto, em tempos de escuridão e estreitamento das franquias democráticas que negam direitos conquistados há séculos, é fundamental manter a luta pelo ideário da democracia como um valor universal dos povos, promovendo o (re)encontro do homem com a sua história na construção de uma nova sociabilidade, mais justa, humana e solidária.

A tênue democracia brasileira continua interditada e com características de Estado de exceção e regime totalitário, com viés militarista. É urgente a quebra desses pilares autoritários, rompendo com a aparência encontrada nas eleições, que começam e terminam com a utilização das cédulas eleitorais nas urnas eletrônicas. É preciso uma nova revolução democrática com ampla participação popular. 

 

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Marinaldo Clementino Braga