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As novas regras do mercado

07/06/2019 01:32:28
Moraes Neto 
Vice-presidente do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffet`s e Similares do Estado do Ceará (Sindirest-CE)
Moraes Neto Vice-presidente do Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffet`s e Similares do Estado do Ceará (Sindirest-CE) (Foto: Acervo pessoal)

Para nós que trabalhamos nas atividades de bares, restaurantes, lanchonetes e barracas de praia ao longo do tempo, já tínhamos como estratégia de comercialização dos nossos produtos o sistema delivery. Com uma logística de call center e motociclistas à disposição, o sistema atendia com rapidez e tendo o controle de todo o processo, garantindo o padrão de qualidade. Concordo com a reflexão feita pelo sociólogo André Haguette (em janeiro de 2019 ao O POVO), onde ele cita que o mundo está prestes a viver em sociedades de economia pós-trabalho, movida a algoritmos e robôs inteligentes, um processo inevitável. Diante desta realidade, nós empresários do setor de alimentação devemos estar unidos para este enfrentamento dos serviços de entrega de refeições em domicílio feito por um novo perfil de empresa com grande vínculo tecnológico e de capital financeiro. O que faremos?

Somos empresas regularizadas dentro do modelo de economia vigente, com trabalhadores formais e todos seus direitos, atendendo toda a legislação tributária, alvarás de funcionamento e vários instrumentos de caráter regulatório que muitas vezes dificultam a dinâmica da economia, travando a expansão dos processos de emprego e renda. Além disso, temos esse novo dispositivo já assimilado pela sociedade que através dos seus smartphones tem em suas mãos um mundo de acessos à variados serviços. Tudo chega rápido, mas temos um preço a pagar tanto na composição do custo do produto assim como no evidente repasse aos clientes. Ficaremos de mãos atadas para os controladores dos Apps? Onde de forma impositiva definem os preços dos serviços e criam uma ditadura mercadológica? Acredito que os empreendedores da economia criativa da área de alimentação não podem ficar engessados, temos que criar espaços de negociações para quebra desses controles.

Nosso entendimento é que devemos nos adaptar às mudanças do mercado e estimular a criação de Apps regionais, que venham a equilibrar a relação custo-benefício entre o restaurante e o cliente, como forma de promover a livre concorrência, de fato. É fundamental fazer valer a nossa governança nesse novo cenário e que não venha penalizar mais o setor de serviços, que é o que mais contribui na economia do Estado assim como as transferências desses custos para o consumidor final: o contribuinte. 

 

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Moraes Neto