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Jornal

O desafio de liderar heróis

Luís Eduardo Soares de Holanda
Coronel Comandante-Geral do CBMCE
Luís Eduardo Soares de Holanda Coronel Comandante-Geral do CBMCE

Liderar heróis, eis a minha missão!

Desde o primeiro dia, ao iniciarmos o curso de Formação de Oficiais de qualquer instituição militar, aliada à realização do sonho da aprovação no concurso público, surge outra aspiração: a de comandarmos a corporação à qual dedicaremos os melhores anos das nossas vidas. A caminhada é longa, com dificuldades imprevisíveis, considerando-se que trabalhamos diante de amplo espectro de situações possíveis que envolvam salvamentos, atendimentos pré-hospitalares, incêndios, catástrofes, vistorias... Mas, quando entramos numa viatura vermelha, seguida por outras, ouvimos as sirenes ligadas e percebemos que alguém nos espera com o máximo de brevidade, temos a certeza de que aquele microcomando operacional é apenas o primeiro passo.

Nesta quarta-feira, estarei honrando o legado histórico do Império Brasileiro, reverberando no século XXI os ideais do Imperador D. Pedro II, patrono dos Bombeiros Militares do Brasil.

Os tempos mudaram, mas, apesar de todas as transformações, conseguimos manter nossa essência: salvaguardar vidas e haveres, atuando em lugares insalubres, inóspitos e, principalmente, plantando no íntimo dos cidadãos e cidadãs a cultura prevencionista.

Hoje, olhando para o passado, percebemos que os sons das viaturas nas ruas burilam o imaginário e a fantasia, mas temos a consciência de que o melhor Corpo de Bombeiros é aquele que trabalha silenciosamente - longe dos asfaltos que choram -, prevenindo acidentes e educando as gerações futuras.

Entendemos a transitoriedade da nossa missão. Sabemos que vidas dependem de nós e que, portanto, não podemos transigir.

Comandar não é tarefa fácil, mas é nobre. Não estamos aqui por acaso, nem por engano. Houve uma caminhada e um propósito que se efetivaram.

Aos meus comandados e ao povo cearense, darei o melhor de mim. Buscarei ser justo, sereno, pacificador e exemplo. E que, ao final, quando minha missão tiver sido cumprida, eu possa olhar para trás, no silêncio da minha consciência, e dizer: valeu a pena! n

Luís Eduardo Soares de Holanda

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