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Jornal

Uma vitória do povo contra a corrupção

Luís Eduardo Girão
Senador eleito pelo Pros
eduardogiraooficial@gmail.com
Luís Eduardo Girão Senador eleito pelo Pros eduardogiraooficial@gmail.com

Em junho passado, uma pesquisa apontou que os cearenses estavam mais interessados nas eleições de outubro do que na Copa do Mundo. Uma evidência forte de que o brasileiro está politicamente mobilizado, não aceita papel de coadjuvante, sendo protagonista da construção de um Brasil mais ético e próspero.

Foi assim nas sessões para eleição da presidência do Senado. O engajamento da população foi determinante para uma das maiores vitórias da história da Nova República: a velha política bateu em retirada do Plenário e finalmente rompeu-se a continuidade do poder de um único partido há quase duas décadas.

Sintonizados com o desejo popular, iniciamos uma campanha intensa pelo voto aberto antes mesmo da nossa posse, visitando gabinetes para colher assinaturas dos parlamentares. Até o início da primeira sessão, 48 colegas haviam assinado o documento. O número ganhou ainda mais duas adesões no Plenário. A transparência venceu por 50 x 2.

Antes e durante esse pleito histórico, sentíamos que o povo estava conosco de mãos dadas, nos impulsionando e nos fortalecendo para que não nos abatêssemos com reveses, como a decisão estranha do STF, na calada da noite, desafiando a soberania do Senado quando desfez nossa decisão pro voto aberto. Sem contar as tentativas de intimidação com ameaças, através de um documento vazado na imprensa, de cassação de mandato dos parlamentares que exibissem o voto. Imediatamente, me rebelei dizendo para o Brasil inteiro, direto dos microfones do Plenário, que iria mostrar meu voto, sim, e que se tivesse o mandato cassado por isso, me sentiria muito honrado. Foi uma grande graça ver que outros colegas também não se amedrontaram e fizeram o que tinha que ser feito.

Nesta conquista do novo Senado, uma verdadeira disputa entre Davi e Golias, o povo brasileiro merece o brio de quem venceu uma batalha em nome da necessária alternância de poder, com esperança de um Legislativo limpo, às claras.

Para não retrocedermos, é preciso aprovar com urgência o Projeto de Resolução (PRS) do senador Lasier Martins que acaba definitivamente com o voto secreto. Eu fui o segundo a assinar, logo após o autor, e acredito que venceremos novamente, pois, como dizia Martin Luther King, "para que o mal triunfe, basta que os bons cruzem os braços". Não cruzaremos! Paz e bem. n

Eduardo Girão

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