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Um adeus à velha política?

Geraldo Luciano poderá compor equipe em governos Federal ou Estadual
Geraldo Luciano poderá compor equipe em governos Federal ou Estadual

Desde as grandes manifestações de rua que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff, fala-se em renovação política. O apoio que os referidos movimentos expressaram em relação à Operação Lava Jato indicam crescente conscientização da sociedade, que passa a expressar maior repúdio à corrupção e às práticas imorais que se tornaram lugar-comum na velha política. As velhas raposas de Brasília e os demagogos populistas já não conseguem manipular facilmente os eleitores. Hoje, paira sobre todos os políticos uma imensa sombra de desconfiança e a grande renovação do Congresso junto com a maior renovação da história do Senado confirmaram esse intenso desejo de mudança.

Aqui no Ceará tivemos a surpresa de eleger Eduardo Girão. Se o que buscamos são exemplos de novas e boas práticas, Girão já deu o que falar abrindo mão de privilégios, dispensando quase todas as regalias a que teria direito como parlamentar e cortando pela metade o número de assessores. O corte é importante não apenas pela redução de custo, mas pela maximização de eficiência. Enxugar a máquina estatal é também uma forma de modernizar a administração pública, melhorando a capacidade de gestão.

Em Minas Gerais, herdando do último governador enorme rombo financeiro, Romeu Zema (partido Novo) prometeu administrar o caos das contas públicas com austeridade. Começou cortando o número de secretários, que fechou em onze, oito dos quais foram escolhidos segundo critérios técnicos, por meio de processo seletivo.

A despeito desses exemplos, muitos insistem nas velhas práticas. A nomeação de secretários, por exemplo, ainda é usada como moeda de troca para apoio político e governadores acabam deslocando pessoal técnico para acomodar aliados derrotados nas urnas, dando margem à manobras e conchavos eleitoreiros já rechaçados pela sociedade ávida por honestidade, probidade, renovação e boa gestão.

Mas as urnas já deram o recado em 2018 e darão novo recado em 2020. A tendência é que se tenha até lá um eleitor mais consciente, mais exigente e ainda menos passivo em relação à corrupção e à falta de ética. n

Geraldo Luciano

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