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O perigo da dengue persiste

Há boas e más notícias em relação ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças graves. Segundo publicação neste jornal, na edição de sexta-feira, os dois últimos anos foram de queda considerável no número de casos de dengue em todo o continente americano, incluindo o Brasil. No Ceará, o número de ocorrências registradas caiu de 25.012, em 2017, para 3.698, em 2018, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Ceará. No entanto, a Organização Pan-Americana de Saúde alerta para novo surto da doença em 2019, sendo que casos mais graves podem surgir, devido ao grande número de pessoas já infectadas anteriormente por algum tipo dos sorotipos da doença.

O vírus da dengue tem quatro sorotipos, tendo cada um, em média, cinco genótipos diferentes, que determinam a gravidade da infecção. A preocupação das autoridades médicas é com a provável volta de um genótipo que não aparecia no Brasil desde 2008. O epidemiologista João Bosco Nogueira, professor da Universidade Federal de Goiás, alerta para o fato que a redução no número de casos nos dois últimos anos tenha feito as pessoas relevarem o perigo da dengue, levando-as a relaxar as providências que precisam ser tomadas para evitar novas infecções.

A prefeitura de Fortaleza informa que está tomando todas as medidas próprias do serviço público de saúde para combater o mosquito, tendo elaborado um plano de prevenção, priorizando os 30 bairros com maior incidência histórica da doença, para focar o trabalho nessas regiões, principalmente no período da quadra chuvosa. A questão é que o enfrentamento do problema não pode ser visto como uma obrigação exclusiva do poder público, pois não há como destacar um agente de saúde para vistoriar cada uma das residências do Ceará.

É preciso destacar que, de cada 10 focos da dengue, oito estão na casa das pessoas, mostrando a importância da participação de cada um dos moradores, seja de Fortaleza ou do interior, nos trabalhos para evitar a doença. É preciso estimular a consciência que a contribuição de todos é crucial para o sucesso da empreitada, que visa reduzir de maneira significativa os terríveis males transmitidos pelo Aedes aegypti, como a dengue, a chikungunya e também a febre amarela. n

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