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Políticas econômicas de Bolsonaro

Thiago Fujiwara 
Especialista em finanças da Conceito Investimentos
Thiago Fujiwara Especialista em finanças da Conceito Investimentos

O ano de 2018 foi encerrado com melhores perspectivas quando comparamos com o final de 2017, ano em que o PIB avançou tímido 1%, puxado pelo setor agrícola, após períodos desafiadores para a economia. Passada a incerteza política e com sinalizações positivas pelo presidente Jair Bolsonaro, o mercado ficou mais otimista e aguarda por avanços no âmbito fiscal.

Nesse formato, projeta-se para os próximos quatro anos uma administração federal com planos econômicos bem definidos, porém, com grandes dificuldades de implementação de projetos. As opções políticas de Bolsonaro desestimulam previsões otimistas na relação com o Congresso Nacional. Por mais que o chefe do Executivo nacional ressalte o caráter não partidário dessas opções, por ter apoio de frentes parlamentares temáticas, esse discurso tem pouco alcance entre os congressistas. Na hora de encaminhar as votações e negociar alianças, a gestão precisará, impreterivelmente, tratar com os líderes das legendas.

As privatizações de empresas estatais deverão ser uma das prioridades do governo do presidente Jair Bolsonaro e do seu ministro da Economia, Paulo Guedes, ao longo dos próximos quatro anos. No topo desta lista estão a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), a Vale, os Correios, a Infraero, partes da Eletrobras, Serpro, Dataprev e Telebras. Já em relação à Petrobras, há o interesse de transferir para a gestão privada as refinarias, a BR Distribuidora e gasodutos, enquanto em relação ao Banco do Brasil, cogita-se a venda do braço de investimento. Por fim, na Caixa Econômica Federal, especula-se a venda da área de cartões de crédito e de seguros.

Na área de planejamento, ele ressaltou a importância do trabalho conjunto com a iniciativa privada e os papéis do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL). Criada para construir o trem bala, a EPL agora integrará o Ministério da Infraestrutura e cuidará da estruturação de projetos.

A boa notícia é que temos uma perspectiva de avanço mais acelerado do crédito pelos bancos privados, com os públicos reduzindo exposição no mercado e contínua troca de participação entre o BNDES e o mercado de capitais no financiamento das empresas. n

Thiago Fujiwara

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