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Jornal

Uma bela limoeirense

Sou observador. Sou vivo pelo que vejo, sinto e reflito. Para quem escreve, as fontes de inspiração estão naquilo que abarcamos com o par de olhos. Por vezes, podemos descrever cenas realistas, também, não menos importante, pôr nossas aspirações e ficções. É verdade, porém, que as belezas de Deus na Terra são capazes de sensibilizar até os seres mais cavitários. É, decididamente, uma das mais impressionantes obras de arte: a mulher.

Conheci muitas ao longo dos anos. Muitas meigas, tímidas, orgulhosas, feias e bonitas. Embora, para alguns, tais características possam ser vitais para que seus olhos brilhem para além do espontâneo, vejo, no entanto, sem muito desvelo.

Há alguns meses, por força do destino, encontrei-me curioso, absolutamente desejoso de entender e desvendar o que se encontrava sob os olhos marejados, a face madura e consciente, o andar firme, a áurea singela e tentadora. Uma mulher diferente. Não buscava se exibir. Era ela em seu espaço e em suas virtudes.

Tivemos poucas oportunidades para dialogar. Tínhamos nossas escolhas à frente de qualquer passatempo. Apesar disso, escavei, superficialmente, as qualidades que eu louvo enquanto observador. De Limoeiro do Norte, com sotaque característico, o olhar recluso, a voz calma e educada, de notável inteligência, o coração regado de fé, a mente adulta e responsável. Eis que muito lhe tinha a dizer, mas perdia-me diante da concentração em poder lhe observar.

Continuas humilde, resiliente e concisa no que fala. És a mesma menina que sonhou com cuidar de gente, e cada ano que passa se aproximas disso. Assim, diante de sua singela face, permaneço admirador dessa obra de Deus, dessa obra fruto de amor, dessa bela limoeirense! n

Israel Viana de Albuquerque

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