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Jornal

Em tons de rosa e azul

Como seria a sensibilidade humana em tons de rosa e azul? A da mulher frágil como a sociedade sempre disse que ela é? E a do homem, uma fortaleza como o macho alfa que a sociedade sempre disse que ele é? Vou provar que a sensibilidade humana não diz qual é a sua escolha sexual e nem o quão forte você é. Pelo contrário, mostra que você tem sentimentos. Na verdade, nem eu e nem você precisamos provar quem somos. Eu fui contra as regras na infância. Fiquei furiosa ao não me permitirem brincar com os carrinhos dos primos ao invés de bonecas. Atravessei o arco-íris que diziam que eu viraria homem e até hoje eu sou mulher.

Minha cor preferida é azul. Abandonei o rosa pela minha liberdade de escolha. Mas se eu tiver com vontade eu uso o rosa. Não porque sou mulher, mas porque adoro quebrar as regras impostas pela sociedade. Às vezes, acho que eu sou bem mais homem que muitos homens por aí, no entanto, sou tão feminina! Só faço lutar pelos meus direitos. Meu ponto de vista diz: cuida da sua vida que eu cuido da minha.

Menino para lá, menina para cá. Deixe essa regra para os banheiros públicos. Ao entrar, procure deixar tudo limpo como você faz na sua casa.

E antes de sair de casa não pense muito no que irás vestir. Pense arco-íris, use o que você quiser. Vá contra as regras idiotas e sem sentido. Independentemente de sua escolha, você é e sempre será humano. n

Clarisse Da Costa

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