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Compartilhar para sobreviver

01:30 | 06/12/2018

Com as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Brasil nos últimos anos, manter-se estável economicamente tornou-se um desafio para pessoas e para empresas. Sobrevive aquele que for mais criativo no sentido amplo da palavra, aquele que conseguir identificar soluções diferentes, longe das prioritariamente observáveis, para resolver questões do dia a dia.

 

No meio desse caminho em busca da criatividade, resolução de problemas e manutenção financeira, a economia colaborativa surge como um aporte. Não necessariamente uma solução definitiva, mas certamente um caminho a ser trilhado por aqueles que querem sobreviver à selva que é o mercado atual. 

 

Esse tipo de movimento mostra-se muito maior do que se poderia esperar.

Passamos por um processo em que esse modelo está ligado diretamente à vida pessoal em diversos aspectos. Desde o simples fato de utilizar serviços de streaming para ouvir música - onde o compartilhamento está no próprio formato da plataforma -, até trocar o conforto das férias em um hotel pela comodidade de uma casa alugada em um aplicativo ou de um quarto compartilhado em um albergue.

 

O assunto parte para o mercado de trabalho quando abdicamos de um endereço próprio para utilizar um ambiente de coworking. Nesse tipo de espaço o compartilhamento vai além de dividir salas e estações de trabalho com outras pessoas e possibilita momentos de interação, com trocas de experiências e serviços.

 

As vantagens dessa economia colaborativa são várias, além da considerável diminuição de despesas para manutenção das atividades. Deixar o carro em casa e ir ao trabalho de carro compartilhado ou transporte coletivo otimiza o tempo e gera produtividade. Optar por uma cama em um hostel em detrimento de um quarto de hotel, possibilita interação com novas pessoas e culturas. Trabalhar em um coworking é garantia de troca de conhecimentos e diminuição de preocupações com burocracias.

 

Para que a roda da economia continue a girar, precisamos nos reinventar, desafio que começa dentro de casa, com a avaliação do que pode ser alterado para sistematizar e organizar gastos, e repete-se nas organizações. O futuro é compartilhado: em casa e na empresa!

 

Felipe Freitas 

felipe@forlab.com.br

Fundador do Forlab Coworking