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Da tequila para o chocolate belga

01:30 | 04/07/2018

Luís Henrique Pontes

henriqueopovo@hotmail.com

Repórter esportivo da Rádio O POVO CBN


A ordem natural do futebol foi mantida. Pelo menos para o Brasil, do técnico Tite.


Ao se classificar em primeiro lugar do Grupo E, a seleção brasileira se deparou com o México, aquele que bateu a Alemanha, por 1x0, neste mesmo mundial da Rússia.


Para muita gente o embate diante dos mexicanos era um muro quase intransponível. Antes da bola rolar, uma angústia tomou conta do brasileiro.


Mas esse sentimento apertado no peito foi diminuindo a partir do momento em que o árbitro italiano Gianluca Rocchi apitou o início do jogo. O que se viu a partir daí foi um Brasil sólido, mesmo quando recebeu um sufoco maior, nos vinte primeiros minutos de partida.


Com os nervos mais serenos após as investidas iniciais dos mexicanos, a seleção comandada pelo craque Neymar, que resolveu cair menos e jogar mais, cresceu de produção e impôs um ritmo frenético.


Com 21 finalizações ao fim do jogo, sendo dez diretamente ao gol mexicano, o Brasil mostrou que está subindo de produção de forma consistente na hora certa.


O fato louvável que merece destaque é que Neymar tomou consciência de jogar mais para o grupo do que para si mesmo. Apesar de que, aqui e acolá, ele ainda ensaiou seu teatrinho em algumas investidas do lateral direito Layún e sua tropa. O pisão existiu, mas o que veio a partir daí foi, até certo ponto, tosco.


Quem também mostrou diante dos mexicanos que pode ser titular nesta seleção do técnico Tite foi o meia Willian. Com boas armações pelo meio e investidas certeiras pelas laterais, o jogador brasileiro teve um papel fundamental no triunfo brasileiro. Se no futebol existisse um pouquinho de justiça, o camisa dezenove do Brasil poderia ter marcado seu golzinho.


Agora, o Brasil se prepara para encarar a Bélgica que tem um futebol forte, de muita marcação, e uma velocidade estonteante. As jogadas aéreas devem atormentar a zaga brasileira. Vai ser mais um grande teste para a seleção que quer reaver o seu papel de protagonista do futebol mundial. Então, que venham os belgas e, por favor, tragam o chocolate ao leite e não o amargo.

 

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