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Chegou a hora de viver entre a capital e o interior

01:30 | 25/07/2018

Muitas pessoas se questionam sobre o meio termo entre a cidade grande e o interior, algumas têm o medo de enfrentar a correria da capital, enquanto outras a suposta monotonia do interior do Estado. Entre esses dois extremos, aparece uma saída: a Região Metropolitana de Fortaleza. Com oportunidades de negócios, de moradia e de lazer, mas sem o fluxo acelerado da cidade grande, a RMF aparenta ser uma opção para quem gosta e quer arriscar o meio termo.

 

De acordo com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-CE), a expectativa é que a Região Metropolitana de Fortaleza, especialmente a região de Caucaia, receba mais 6 novos loteamentos até julho de 2018. Será essa a hora certa para aproveitar viver entre a capital e o interior? Pela quantidade de novos loteamentos que surgem, penso que sim.

 

O fato é que há algum tempo, timidamente, essa mudança para a RMF já vem acontecendo. Os empreendimentos residenciais na região de Caucaia, que é uma das principais cidades da região que recebem novos moradores, já comprovam essa mudança de população para o chamado "meio termo" com a constante procura por imóveis na região.

 

Porém, afinal, será que vale mesmo a pena essa mudança para a Região Metropolitana? Um benefício comum em relação às capitais, por exemplo, é que viver em uma cidade menor significa pagar menos por alimentação, transporte e outros itens que fazem grande diferença no orçamento, fatos esses que contam muito em momentos de crise socioeconômica como a que vivemos atualmente. No entanto, há quem diga que nada se compara aos prazeres que a capital pode oferecer.

 

Outro fator que pode fazer o coração do morador que pensa em viver com tranquilidade bater mais forte é justamente a qualidade de vida que a uma cidade entre a capital e o interior pode oferecer, já que cidades assim tendem a ter uma quantidade de pessoas menor, bem como menos engarrafamentos, poluição, violência e outros itens que estressam os moradores das capitais. Ainda assim, há um grande questionamento, será que a população está mesmo preparada para viver no "meio termo" ou prefere decidir entre a suposta monotonia e o fluxo acelerado?

 

Cléa Girão 

cleagirao@bonellibrasil.com.br 

Diretora comercial do Grupo Bonelli Brasil

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