VERSÃO IMPRESSA

Marketing Direto: respeito ao consumidor

01:30 | 13/06/2018

O Brasil, definitivamente, é um País conectado. Atualmente cerca de 250 milhões de aparelhos celulares servem a aproximadamente 200 milhões de brasileiros. E nessa conta não entram os telefones fixos, que adicionam mais 43 milhões unidades. Além dos aparelhos telefônicos, o correio eletrônico – os chamados e-mails – se tornou um dos principais meios de comunicação, a partir da popularização da Internet.


Esse volume de conectividade veio para facilitar e dar mais qualidade de vida à sociedade, mas esse benefício se tornou uma fonte de estresse para milhões de pessoas, devido ao excesso de propaganda utilizada via telefone/smartphones, e-mails e mensagens de texto (SMS). Seja nas horas das refeições, no trabalho, encontros familiares ou em momentos de lazer a invasão de propaganda indesejada começou a fazer parte da rotina dos consumidores, causando incômodos, perda de tempo, constrangimento e, sobretudo, se tornando abusiva.
 

A partir dessa realidade, elaboramos o projeto de lei Antimarketing, aprovado por unanimidade pelo plenário da Assembleia Legislativa e que se tornou a Lei nº 16.497, de 19 de novembro de 2017, que disciplina o Marketing Direto. Por meio desta lei, o consumidor poderá inserir seus dados no site desenvolvido pelo Ministério Público do Ceará por meio da Defesa do Consumidor do Ceará (Decon) – www.mpce.mp.br/decon e clicar no item “Sistema de Bloqueio de Marketing” – e a partir deste cadastramento, ele não mais receberá telefonemas, SMS e e-mails publicitários. A inclusão tem validade por um ano e o usuário poderá renovar.
 

Vale ressaltar que quem não se cadastrar vai continuar a receber mensagens, telefonemas e correio eletrônico. Caso a empresa continue a mandar a publicidade indesejada, será aplicada uma multa de 100 Unidades Fiscais do Estado do Ceará (Ufirce´s), o que equivalente a R$ 393,00 por cada usuário. O dinheiro da multa será destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Estado do Ceará (FDID), administrado pelo Ministério Público Estadual. Outra questão importante é que as entidades filantrópicas não estão incluídas no perfil de propaganda comercial e poderão continuar com a divulgação de seu trabalho.

 

Odilon Aguiar
odilonsilveira@hotmail.com
Deputado estadual (PSD)

TAGS