VERSÃO IMPRESSA

Transporte rodoviário - "road stop, bateu a biela"

01:30 | 23/05/2018

No Brasil, a estrada parou desde a última segunda feira, (21.05.2018), e o País está parando junto, num trocadilho “parou e travou” ou “travou e parou”.  Na expressão popular mecânica, o transporte rodoviário brasileiro “bateu a biela”, onde o transporte parou sem bater, mas abalroou na economia brasileira travada através de aumentos de impostos, taxas de pedágios, aumentos de combustíveis e, em contrapartida, sem repasse nos preços dos fretes. 


O transporte rodoviário brasileiro de carga e passageiros é responsável por mais de 60% do transporte nacional, que é símbolo da Nova República desenvolvimentista. Parar o transporte rodoviário é parar a república, é parar o Brasil.
 

Ao mesmo tempo em que o transporte de carga e passageiro para em todo o Brasil, o dólar ganha voo, o câmbio bate a casa dos R$ 3,70 e os combustíveis disparam, com reajustes crescentes atrelados a commodities do petróleo, enquanto a moeda R$ ( Real) entra em parafuso e pane com sua desvalorização decrescente. O que fazer?
 

E a coisa não está fácil. Andar na contramão não dá, enquanto a luz alta cresce na contramão, a nossa luz perde a força e temos que parar. Qual o caminho a seguir?
 

A estrada do desenvolvimento está desigual, sem equipamento, precária e ao mesmo tempo taxada e cara, o pneu não furou, o tanque secou e o bolso também furou, enquanto a luz ofuscou, lembrando que grande parte das estradas de aço (ferrovias) já derreteram há muito tempo no Brasil, e estradas fluviais nem se falam mais.
 

O abastecimento é primordial para a máquina do desenvolvimento funcionar e o transporte de carga é a luva de união lubrificada das engrenagens do desenvolvimento produtivo sustentável. Se a máquina não funcionar o PIB trava a roda.
 

Neste momento, é essencial regar a união da economia nacional através de todas as atividades produtivas e classes sociais, onde todos os setores são luvas e engrenagens importantes, principalmente o transporte rodoviário. 

 

Caso ele não rode, travará toda a economia do Brasil, pois sem o transporte rodoviário de carga, nada é abastecido e nem navio nada.
 

Desejo que o Brasil do nada certo, encontre uma nova direção competitiva sustentável, unida e lubrificada para o desenvolvimento trilhar.

 

Fernando Ximenes
fernandoximenes@
grameollic.com.br
Cientista Industrial e presidente da Gram-Eollic

TAGS