VERSÃO IMPRESSA

Termômetro para o mercado imobiliário

01:30 | 14/05/2018

Raone Saraiva

raonesaraiva@

Jornalista O POVO


Fortemente impactado pela crise econômica nos últimos anos, o mercado imobiliário brasileiro está bem mais otimista em relação à retomada do crescimento sustentável do País e, consequentemente, ao aumento nas vendas de unidades habitacionais, cujo estoque segue alto em todas as regiões.


Até o dia 27 deste mês, o setor vai poder identificar se de fato o consumidor está mais confiante, e se vale a pena lançar empreendimentos no próximo semestre. A 14ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria, que começou em 4 de maio, é um importante termômetro para o mercado imobiliário. Ao todo, serão ofertadas 202 mil unidades, entre novas e usadas, em 15 cidades.


O número de imóveis disponíveis nesta edição do evento é relativamente menor em relação ao total de 230 mil em 2017. O setor estaria mais comedido? Talvez sim, pois a recuperação econômica é lenta. Mas isso não significa dizer que também não está empolgado com o potencial de geração de negócios durante o feirão.


A expectativa da Caixa é movimentar R$ 15 bilhões neste ano. Caso a marca seja atingida, haverá motivos de sobra para comemoração. Isso porque a cifra representaria crescimento de 14,5% na comparação com 2017, quando as vendas durante o feirão chegaram a R$ 13,1 bilhões, e de 45,6% frente a 2016, cujos negócios somaram R$ 10,3 bilhões.


Em Fortaleza, empresários do setor esperam que o feirão ajude a reduzir o estoque de imóveis, estimado em cerca de 8 mil unidades, contando com a Região Metropolitana. Na Capital, o evento será nos dias 25, 26 e 27 de maio, no Espaço Jangada do Shopping Iguatemi. Mais de 30 empresas vão ofertar 6.400 imóveis, a preços que variam de R$ 128 mil a R$ 1,5 milhão.


Além da melhora no ambiente econômico nacional, a redução dos juros para financiamento da casa própria e o aumento do percentual do valor contratado para compra de imóvel usado deverão impulsionar as vendas neste feirão.


A mudança, anunciada em abril pela Caixa, é estratégica. A instituição financeira percebeu que estava perdendo espaço no mercado para outros bancos, após reduzir duas vezes o teto de financiamento em 2017, e resolveu agir. Prova de que concorrência é benéfica para o consumidor.

GABRIELLE ZARANZA

TAGS