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Autismo, e agora?

01:30 | 14/04/2018

A ONU estima que existam mais de 70 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) no mundo. Segundo Centers for Disease Controland Prevention (CDC) – americano, uma a cada 68 crianças são afetadas. Recentemente, a perspectiva subiu para uma a cada 36 crianças. No Brasil, embora não haja estudos sobre a incidência do transtorno, estima-se cerca de 2 milhões de autistas diagnosticados e pelo menos 1 milhão ainda sem diagnóstico.


O TEA é um transtorno no neurodesenvolvimento que afeta as áreas do encéfalo relacionadas à socialização, comunicação e comportamento – conceito fundamentado de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). As principais características de uma pessoa com o transtorno se manifestam com comprometimento da capacidade de se comunicar e a utilização de palavras de acordo com o contexto em que se encontra.


Muitas pessoas com autismo têm distúrbios sensitivos e perceptivos visuais, auditivos e de sensibilidade na pele, levando a uma elevada sensibilidade para barulhos, ruídos específicos, luzes, agrupamento de pessoas e para determinadas cores e formas de ambientes. Por outro lado, podem ter baixa percepção para face humana e, enfim, ignorar momentos de controle social como regras e rotinas dos lugares onde visita.


Embora o quadro geral de uma pessoa com autismo dificulte ou atrapalhe um pouco mais na construção das relações sociais, é possível tratar essa pessoa para que ela venha desenvolver suas habilidades sociais e funcionais adequadamente através de tratamento terapêutico, além de também aliado ao tratamento medicamentoso acompanhado, em regra, por um neurologista. Quanto mais cedo o tratamento, mais resultados positivos alcançarão.


Diante do alarmante quadro de incidência de pessoas com TEA, o Brasil sancionou a Lei nº 13.438/2017 denominada Lei do Diagnóstico Precoce, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a adotar protocolos padronizados para a avaliação de riscos ao desenvolvimento psíquico de crianças de até 18 meses de idade, seguindo orientação de que o tratamento precoce é sem dúvidas o melhor e mais adequado tratamento para essas pessoas.

 

Larissa Gondim

nesanordeste@gmail.com

Coordenadora do Núcleo de Especialidades Santo Antônio (Nesa)

GABRIELLE ZARANZA

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