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Mauro Oliveira: Blade Darth, o caçador de alunos!

01:30 | 21/10/2017
Algumas profissões se protegem. Para ser advogado, um “Rui Barbosa” recém formado precisa passar no exame da OAB. Já os de farda branca fazem residência médica em hospital especializado. Um engenheiro (sem ser do Hawaii) precisa aprovação do Crea.

 

Parece ser diferente na área de Anísio Teixeira (algum dia a pedagogia vai descobrir vida além de Paulo Freire). Muitos que se aventuram na “sanha” educacional acabam se dando bem.. Vejam o caso do Darth, um marciano que fez carreira no ensino público e tem planos de dominar o Brasil.


Prof Darth não gosta muito de ensinar e vive procurando dar “menas” aulas (inventou até um tal de “ponto facultativo” para enrolar a sexta). Educar pra ele é treinar, ser durão, monologador (vixe)! Darth não perdoa, reprova, sem provas... até prova em contrário! Acha normal pedir declarações falsas para compor CV com a mesma “falta de peia” com que faz plágio. Sua dissertação, “Os fins justificam os meus”, foi inspirada num certo Nicolau, o Príncipe guru na cabeceira de políticos maus de um planeta (azul escurecendo) do bem.


Em época de eleição na sua escola, Darth parece mais um “caçador de androides” em prefeitura de segunda linha onde vale tudo, menos perder! A cultura marciana de Darth não o deixa perceber a dialética do educar: quanto maior o problema do aluno, mais nobre o desafio do mestre. Existiria algo mais divino do que transformar vidas?


É, pessoal! Com este Prof Darth fica difícil ter uma “Escola Pra Valer”, a mística que encanta, razão maior da UFPE tirar 7 (nota máxima da Capes) em computação. Mas eis que, de repente, ouvi a história da professora Heley Abreu Batista que, mês passado, deu a vida para salvar 28 crianças, após ter lutado contra um insano que incendiou uma creche, em Minas Gerais.


O que leva um terráqueo a dar sua vida pelo outro? Perguntei ao marciano se ele daria a vida pelo Darth Jr. Ao acenar negativamente, perguntei-lhe se daria um rim (os marcianos têm dois). Insisti em algo mais simples: deixar de fumar, beber ou torcer pelo Ferrarte (Ferrim de Marte). Ele desconversou. Só pensa agora numa tal de “Escola 100 Partido”, religiosa e que não fala de política.


EXTRA! Email criptografado vindo de Marte: “@htraDomocodadiuC@”. TRADUZO: “Cuidado com o Darth, caçador de alunos, diferente de vocês, fantásticos terráqueos que, a exemplo da Profa Heley, dão esperança de vida inteligente à Terra!”


Mauro Oliveira

amauroboliveira@gmail.com

Professor do IFCE Aracati; pesquisador Funcap

ADRIANO NOGUEIRA

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