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Jornal

José Flávio Sombra Saraiva: "As velhas e novas ciências"

11/10/2017 01:30:00
Estes são dias animados nos avanços das novas e velhas ciências astronômicas. Conforme os cientistas da Universidade de Bristol, Inglaterra, já se pode confirmar que a criação da Terra e de Marte foi forjada por grande violência e caos. Afirma e convence o pesquisador Remco Hin, membro da Faculdade da Ciência da Terra da Universidade de Bristol, que organizou a publicação recente na tradicional revista Nature. É o tema do dia da ciência no mundo nestes dias.

 

Lá está escrito que a pesquisa, ao analisar misturas de amostras terrestres e de meteoritos lança uma nova explicação dos planetas de nosso sistema. Hin explica que “agora fornecemos evidências de que essa sequência de eventos ocorreu na formação da Terra e de Marte, usando mensurações de alta precisão de suas composições de isótopo de magnésio”.


Em outro quadrante positivo está na Academia Sueca de Ciência e o anúncio do Nobel de Física. Com mais de ajuda de mil cientistas e colaboradores, os professores e cientistas

Rainer Weiss, Barry Barish e Kip Thorne perseguiram as ondas gravitacionais previstas pela Teoria Geral da Relatividade desde os anos 1970. A tal ondulação no espaço, provocada pela colisão de massivos buracos negros há 1,3 bilhão de anos, chegou finalmente de volta no dezembro de 2015. Veja isso!


Essas velhas ciências da natureza e da astronomia vêm se renovando as composições que embalam aquilo que chamamos de ciências humanas. Comportamentos das sociedades mundiais foram, em perspectivas em momentos históricos dramáticos, desde mesmo o Renascimento europeu, na vontade de formar uma ciência humana, ao espelho dos avanços das ciências ditas exatas. Este é um tema até hoje: precisão das ciências da natureza versus ciências humanas.


Uma bobagem a busca de uma ciência humana. Há algum sentido, mas, historicamente, apresentam modestas criações de eventos que se repetem e se renovem. Há pensamentos humanistas que procuram sentidos do fazer humano, em proposições e estudos de eventos e comportamentos de humanos e animais. Mas há ainda muito para entendermos os comportamentos humanos.


Basta olhar o Brasil e sua modesta presença na ciência internacional. Quem vai levar, nessas universidades, o tambor da qualidade. Parecem universidades escolas em massa, sem a procura de uma criação própria. A reconhecer os esforços cientistas que ainda lutam a cada dia, nos seus laboratórios, articulados com as pesquisas do mundo, levando esse nosso país a participar de alguma festa dessas festas e do triunfo da inteligência.


Em conclusão indico que o Brasil, que havia feito avanços de internacionalização de sua ciência em décadas atrás, está em retrocesso. Exceções existem, mas não me parece que estamos no centro de inteligência das novas ciências internacionalidades e das melhores universidades do mundo em transformação. 

 

José Flávio Sombra Saraiva

jfsombrasaraiva@gmail.com

PhD pela Universidade de Birmingham, Inglaterra, pesquisador e professor titular da UnB

 

Adriano Nogueira

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