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Jornal

Elmano de Freitas: "O massacre dos excluídos"

A era petista tem dois momentos. Um que vai de 2003 a 2014. Outra que vai até o golpe

07/09/2017 01:30:00
No 7 de setembro cabe uma reflexão sobre os pobres da sociedade brasileira e suas perspectivas no atual cenário em nosso País.

 

Uma das razões deste ambiente político de polarização e intolerância foi o descontentamento da elite brasileira com as políticas públicas adotadas a partir de 2003. A não aceitação do resultado eleitoral democrático prosseguiu numa articulação com setores do Ministério Público, da mídia e do Judiciário. Com interesses no orçamento público e redução do investimento social; no capital externo e desinteresse pela indústria nacional. Interesse no afastamento de um governo que optara pelos mais pobres.


Com Lula e Dilma, todo um aparato ministerial foi fortalecido para que o Estado pudesse servir aos pobres como o Ministério do Desenvolvimento Social, da Previdência, do Desenvolvimento Agrário. Esta estrutura foi destruída.


A era petista tem dois momentos. Um que vai de 2003 a 2014. Outra que vai até o golpe. O colchão social que embalou o andar debaixo foi construído a partir de 2003 e se manteve até início de 2015.


É preciso destacar o alcance de Bolsa Família (12 milhões de famílias), o aumento do mercado interno e do consumo popular, a valorização do salário-mínimo (74%, entre 2003 e 2010), a universalização da energia elétrica (“Luz para Todos”), a organização do sistema de seguridade social (onde havia até “a busca ativa”), o acesso massivo à educação, inclusive o acesso à universidade.


Com Temer, os recursos públicos foram congelados por 20 anos, agravando o futuro dos mais necessitados. Fecharam-se farmácias populares e agências bancárias e se manteve intocável o lucro dos especuladores. O desemprego atingiu 14 milhões, e aumentou a informalidade. O Bolsa Família eliminou 1 milhão e 200 mil famílias, que aumentarão o exército de famintos nos becos e ruelas das favelas.


Temer pressiona o andar de baixo, fazendo auditorias e auditorias nos aposentados, pensionistas e amparados pelo INSS. Enquanto isso, não faz nem deixa fazer a auditoria da dívida pública, porque esta é o centro do lucro rentista e causa do aumento da pobreza dos brasileiros.


Resistir, reorganizar política e socialmente, recuperar espaços de poder para apresentar um novo projeto para o Brasil é o nosso compromisso com a parcela trabalhadora e os excluídos de toda sorte!

 

Elmano de Freitas

elmano.freitas@gmail.com

Deputado estadual (PT-CE)

 

Adriano Nogueira

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