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Jornal

Martinho Krebs: "A menos de 100 dias dos 500 anos da Reforma"

29/07/2017 01:30:00

A Bíblia na mão (e no uso) do povo não é algo para debate acadêmico, senão para vivência pessoal e familiar, com resultados eternos.


A verdade é maior que a própria existência humana.


Deus ama o ser humano além e acima de sua condição pecaminosa.


A Justiça divina, atribuída ao ser humano pela fé, o leva a viver uma vida santificada e voltada à caridade.


O centro da religião não é a ação do homem, senão de Deus no homem.


Quando fixou 95 curtas e profundas teses teológicas e pastorais na porta da Igreja de Wittenberg em 31 de outubro de 1517, o professor-sacerdote Martinho Lutero talvez não tivesse noção das dimensões transformadoras que sua proposta de debate desencadearia. Vivendo no século XVI, contexto de grandes transformações, igreja cristã em crise, sociologia aflorando para fora dos muros acadêmicos, o monge e doutor em teologia alemão trouxe a público a Justiça de Deus, não mais como propriedade divina exigida às pessoas, mas como Justiça que Deus atribui e torna presente e atuante no ser humano. Esta o justifica por graça mediante a fé, na obra redentor da Jesus Cristo revelando o Deus compassivo e misericordioso.


Nesta perspectiva, todos os esforços para merecer a graça de Deus que determinavam decisivamente a sociedade de então, com suas exigências por resultados e realizações (compra de indulgências, jejuns, repetição mecânica de orações, veneração de santos e relíquias, vida monástica, dedicação de missas, procissões e consagração de objetos), se tornam supérfluos. Daí a importância da Palavra de Deus a nortear a vida humana. Lutero traduziu a Bíblia Sagrada oportunizando o estudo, a devoção e a educação cristã em família, padronizando a língua alemã, e usando a imprensa para divulgação do Evangelho na missão de universalizar a fé no Salvador Jesus.


Após meio milênio, multiplicam-se análises da Reforma e seus questionamentos em conotações eclesiásticas, cúlticas, acadêmicas, filosóficas, educacionais, éticas, hierárquicas, pedagógicas, hermenêuticas, sociais, artístico-musicais etc.

Mais que uma reforma histórica, trata-se de um processo do cristianismo.


Herdeiras da Reforma, temos aqui no Brasil a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB, 240.000 congregados) e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB, 740.000).


Deus seja louvado pelas bênçãos da Reforma.


Lutero traduziu a Bíblia Sagrada oportunizando o estudo, a devoção e a educação cristã em família, padronizando a língua alemã.

 

Rev. Martinho Krebs

martinhokrebs@hotmail.com

Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) – C.E.L. Esperança de Fortaleza (CE)

Adriano Nogueira

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