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Lauro Chaves Neto: "Suas finanças na certeza"

11/07/2017 01:30:00


A economia brasileira não apresenta sinais de uma recuperação que proporcione uma retomada de um crescimento vigoroso no curto prazo. Dentro desse contexto, é necessário ser criativo na gestão das finanças, pensar em alternativas inovadoras para criar ou expandir renda, pois repetir o que se vinha fazendo normalmente não vai funcionar. Se não for possível elevar a renda, as despesas devem ser reduzidas.


O cenário de elevada incerteza política, independentemente dos seus desdobramentos, reduz a expectativa em um novo ciclo de crescimento econômico, gera um atraso na aprovação das reformas necessárias, além de reverter a tendência de queda nas taxas de juros. Os empresários voltam a adiar os investimentos e os consumidores a retardar o seu consumo.


Quem é autônomo ou possui uma pequena empresa vê sua renda estável ou em queda; aqueles que são assalariados vivem uma fase de poucos aumentos. Quem tem dificuldade de fechar o pagamento das contas essenciais no fim do mês não pode pensar em poupar ou em comprar bens duráveis, como eletrodomésticos ou carros. O melhor a fazer é retardar o que for possível, adiar, fugir das ofertas e parcelamentos.


Endividar-se para financiar consumo pode ser uma temeridade, talvez a saída seja colocar o cartão de crédito dentro do cofre e esquecer a senha; cheque especial nem pensar. Deve-se comprometer apenas os recursos disponíveis para realizar as despesas fundamentais, como habitação, alimentação, transporte, educação e saúde.


Existe também aquela parcela, cada vez mais reduzida, da população que consegue economizar, aumentar as suas reservas e investir. Para esses, o conselho é de muita cautela!


Para quem consegue gerar economias no seu fluxo de caixa, com dinheiro novo para ser aplicado, a prudência deve ser a regra básica; portanto, é aconselhável direcionar os investimentos para ativos com taxas pós-fixadas, garantindo a variação da taxa de mercado, para cima ou para baixo. Diversificar é importante para a redução dos riscos.


Percebe-se que existem alternativas para melhor gerir as finanças, mesmo quando se enfrenta períodos de incerteza, desde que se siga a regra básica de se não gastar mais do que ganha, ou seja, o padrão de vida deve ser o que se pode ter nas condições atuais. 

 

Lauro Chaves Neto
lchavesneto@uol.com.br
Presidente do Conselho Regional de Economia, consultor, professor da Uece edoutor em Desenvolvimento Regional

Adriano Nogueira

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