PUBLICIDADE
Jornal

Bruno Balacó: "Natação brasileira a caminho do renascimento"

29/07/2017 01:30:00

Se pudesse, a natação brasileira riscaria o ano de 2016 de sua história.

Nos bastidores, a entidade que administra a modalidade no País, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), se viu mergulhada em um escândalo de corrupção, denunciado pela operação “Águas Claras” da Polícia Federal, que investiga o desvio de verbas públicas destinadas à compra de equipamentos esportivos.


O episódio mandou a credibilidade do órgão para o ralo e resultou também na perda do principal patrocinador do esporte. Nas piscinas, o Brasil também foi muito mal e amargou um desempenho pífio na Olimpíada, disputada em casa, no Rio de Janeiro, ficando sem nenhuma medalha (não chegou a sequer flertar com o pódio). Algo realmente digno de lamentação, tendo em vista o que vivenciamos nas últimas décadas, com as conquistas olímpicas de Gustavo Borges, Fernando Scherer, César Cielo e Tiago Pereira.


Mas, aos poucos, a chave vai virando. A ressaca pós-olímpica que pairou nos meses seguintes após a Rio-2016 está por esperança nos últimos dias, por conta do Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo disputado em Budapeste, na Hungria. A competição ainda nem terminou, mas o saldo já é bastante positivo para o Brasil.


Vimos a pernambucana Etiene Medeiros, de 26 anos, fazer história, faturando o ouro nos 50m costas, tornando-se a primeira brasileira campeã em mundiais de natação. E o que dizer de Nicholas Santos? No auge de seus 37 anos, conquistou a prata nos 50m borboleta. Um baita feito para a faixa etária dele. E como nos bons tempos de Gustavo Borges, o revezamento 4x100m fez bonito e conquistou a prata no masculino, recolocando César Cielo em um pódio de Mundial.


Esses resultados surgiram em boa hora para reafirmar a força do País como potência da natação. E o que parece ser o mais importante: espantam o clima de marasmo que começava a tomar conta de um esporte que já deu tantas alegrias ao povo brasileiro. Se continuar com essa “pegada”, o Brasil tem tudo para chegar forte nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. A natação brasileira, pelo visto, está a caminho de um renascimento.

 

Bruno Balacó

brunobalaco@opovo.com.br

Jornalista do O POVO

Adriano Nogueira

TAGS